Archive for the ‘tronchices muito possíveis’ Category

dezembro 13, 2011

uma entrada/saída para o mistério, nosso vizinho.

sousa

setembro 11, 2010

É uma cidade, não é uma pessoa.  Vim para 8 dias de trabalho, porém, faça um cálculo: 8 dias é 24 x 8 = 192 horas. Dessas 192 horas, minha obrigação era trabalhar apenas 24h. Mas vale. Sim. Compensa. O mundo moderno é assim. O que eu fiz no resto do tempo? Basicamente 4 coisas que se desdobram em várias:

estive com livros e papéis e canetas

dormi

andei pela cidade

conversei com gentes.

O meu trabalho é uma coisa muito estranha. Me demanda tanto tanto de concentração e plano e improviso e jogo de cintura e clareza de pensamento. E ao mesmo tempo é cheio de pausas longas e impossíveis pra quem trabalha 8h pordia/todo santo dia. E eis que havia uma cidade do interior da Paraíba toda disponível pros meus passeios. O diacho era o descompasso entre meu corpo e o ar ao redor dele. Minha pele descascou, o clima seco da maioria dos dias alternado com o ar-condicionado dos lugares logo me trouxe uma baita gripe equina.

Pois bem, Sousa. Motos por todos os lados, cachorros, casas novas, plástico, moscas, comanda sobre a mesa dos estabelçecimentos, computadores ninjas, lojas de marca, igreja sem uma das torres, sotaque muito lindo, carros de som infernais, e muitos muitos dinossauros.

ps. isso foi em julho de 2009, quando fui dar curso no Agosto pra Arte, do CCBNB de lá. Foi ótimo. Aqui você vê a viagem ilustrada – e os dinossauros, afvhajebvjbejkvaev

http://picasaweb.google.com.br/fernandaameireles/ZinesNoCCBNBDeSousaParaiba#

cousas cousadas, pra agora.

março 20, 2010

- e você faz o que mesmo?

– Mulher tu devia estar rica. Tu sabe disso, né?

– Fernanda, você não é hippie.

– Tá muito barato vender por esse preço.

– Pois então, vamos ganhar dinheiro?

enquanto tudo, há outro exército

março 16, 2010

Foi ali na esquina da Sólon Pinheiro com avenida Duque de Caxias, muito perto da Igreja Coração de Jesus. Ao passar de Parangaba-Mucuripe, vou dizer pro Germano sentar na janela do lado direito, tomara que o sinal feche. Ou que ele aproveite a ida ao centro pra passar lá e ver de perto. Tem tanto detalhe naquele desenho coletivo que não vai ter sinal no mundo que vai deixar ver tudo.

uma galera fazendo outra galera.

Topei o convite do Rodrigo Oliveira, do Tembiú, peguei minha câmera fotográfica e um saco cheio de pitombas pra chupar enquanto tudo. E repartir, né? Gentileza gera gentileza. Cheguei lá por volta das 10h, o painel tava pela metade. No caminho fiquei pensando o que eu ia fazer lá, além de olhar e ESTAR LÁ.

Logo que cheguei fiquei meio sem jeito. Esse negócio de ficar olhando (e não é cinema) sem fazer nada é estranho. Aí encontrei o Valdir,  com quem adoro conversar e quase nunca encontro e lá ficamos no meio do canteiro, lugar estratégico pra ver o painel tomando forma. Havia também um segundo painel, também colorido, só que móvel e muito vivo, cheio de riso e calor e música e atenção e gestos de gentileza, formado por gente que ali estava – inclusive eu e o Valdir e a platéia sentada no canteiro central – e passava. Ver um mural ser pintado por um monte de gente no centro da cidade em plena manhã de domingo é algo que nenhuma agenda cultural recomenda, mas deveria. Ainda mais quando ninguém mandou nem pagou pra que ele existisse. É gente da cidade falando pra mais gente da cidade sem palavras e através das páginas duras da cidade, feitas de cimento e asfalto. É arte urbana. É comunicação. É ativismo. É sair da posição de ver e ouvir e budejar na fila do banco ou no tuiter e RESPONDER AGINDO. E estar presente para acompanhar é meio raro porque os artistas da arte urbana em geral são muito discretos, não mandam convites formais de abertura de exposição. A cidade é um museu aberto e vivo. Não se sabe nem quanto tempo a obra vai ficar ali. Mágica: uma hora está, depois não está mais. Opa, apareceu de novo.

Essa cidade é muito doida, né não, Valdir?

Essa semana que passou foi cheia de notícia ruim. A morte da Marcela (que não conheci), gerou uma repercussão grande na cidade, nas rodas de conversa, principalmente entre quem lê muito jornal e assiste muita TV e… anda pouco a pé na rua. Aqui o texto do Lira Neto: http://www.liraneto.com/2010/03/bala-que-matou-marcela.html Depois teve a história do Glauco, morto também de um jeito troncho. Gente querida por e próxima de formadores de opinião. Aí haja espaço na mídia. Tem também o fato de uma criança de 11 anos ter se envolvido no primeiro caso. E o Daime no segundo. O povo taca tudo num engodo só e os preconceitos se misturam dum jeito inacreditável.

O painel era composto de 3 movimentos, bem dizer fosse uma ópera. Primeiro uma parte mais lotada de coisa, com vários personagens infantis e personalidades, onde se misturava o Geraldão do Glauco, o Mickey com Che, a prefeita, um pedinte que parece estar derretendo no sol com blusa de MacDonalds, o Chaves, uma velha que parecia o Boris Casoy de mulher (interpretação minha), um smile sempre cínico, um mininim mijando no chão e mais gente/cousa.

será que o cara de bicicleta ouviu falar dum muro antigo na Barra do Ceará falando da Grande Onda?

No segundo movimento, que foi o que eu acompanhei quase todo, um grande tubarão está engolindo Fortaleza. Caramba, ele é imenso e eu lembrei da Veruzza. E o tubarão tem uma língua que parece de fogo e engole tudo, das pipas minúsculas sobre as favelas aos prédios altos vigiados por câmeras e cercados por arame farpado. O tubarão tem um quê de submarino na cabeça (aiai, meu S-14) e no lugar dos olhos tem as marcas da Oi, Tim, Ypióca, Esso, Microsoft, Coelce, e muitas outras. Naquela noite mesmo eu tinha sonhado de novo com a Grande Onda e me peguei impressionada com o tubarão que nascia no muro. O terceiro movimento sai do meio das casinhas-maquetes coloridas do em torno do Dragão, passa pela estátua de Iracema e vira uma duna sob um céu azul… Deve fazer silêncio, ali. Afastado de tudo e muito só, um menino segura uma bandeira branca. Não, não é só isso. A bandeira trás escrito Gentileza gera Gentileza, sendo que ela está pegando fogo, um fogo com fumaça preta, já que ele está debaixo do sol forte, e a primeira Gentileza já não se pode ler. O menino segura a bandeira com os olhos de quem está meio fora da órbita. (Lembrei do termo “meninos-medusa” de outro texto recente sobre o acontecido, aqui: http://adm.noolhar.com/opovo/fortaleza/961941.html)

A impressão que tive é que estava vendo ali ilustrada uma boa parte da grande conversa que tive em partes durante a semana inteira com o Vitor Batista, Tiago Coutinho, Miguel Leocádio e o Valdir Filho. Cada um me ajuda a ver a cousa por um ângulo outro, ventila minha cachola e me deixa em chamas.

como é que apaga esse fogo, refaz a bandeira e o menino?

Enquanto a pintura durou, uma das vias da Duque de Caxias virou um corredor de gente curiosa. Na calçada, debaixo do casamento da raposa, o povo que sujava as mãos de tinta e subia nos cavaletes e registrava. No canteiro entre as duas vias da avenida, quem assistia a feitura do mural ficava em pé ou sentado na sombra das árvores (que, amém, ainda tem ali). No meio da rua um Profeta Gentileza mascarado e com óculos fundo de garrafa, segurando um buquêzinho de flores, ia de encontro às pessoas com um sonoro: Bom Dia! Os carros que paravam no meio em geral tinham vidros fechados ou se fechando, com receio. Outros poucos, não.

é só um buquezim, mas é muito.

O povo olhava. O que leva um grupo de mais ou menos 20 pessoas se juntar em torno dum muro, debaixo do sol, numa manhã de domingo no centro da cidade? Sim, dá pra ver que estão desenhando ali, uns garotos de chapéu de palha, cabelos estranhos e uma menina filmando tudo, outra ali no chão, retocando com pincel uma mocinha cujos cabelos se transformam em onda. Dá pra ver que vai saindo um emaranhado de formas coloridas que a cada dois palmos pode contar uma história. E esse cara de camisolão, de máscara e buquê de flores dando Bom Dia sem pedir nada? E o outro tocando violão e gaita ao mesmo tempo, enquanto tudo, muito feliz?

david da paz e marcelo, música e flores pra desespantar os motoristas

Aí eu fui deixando de me sentir inútil ali, passei a chupar minha pitomba com mais gosto e sentei no chão do canteiro como Valdir. É que notei que, mesmo sem tinta nem spray na mão, era importante estar ali enquanto o mural estava sendo feito. Era importante mostrar pra quem passava que havia mais gente na história, acompanhando com atenção, APRECIANDO. Tornava a coisa importante, digna de parar pra ser vista, curiosa, boa de olhar. Tenho um postal que diz: Proteção é presença. O que eu queria, além de ver a coisa ser feita e ficar conversando do mundo com o Valdir e chupar pitomba, era proteger quem tava ali. Queria ter levado protetor solar. Água. Lanche feito em casa. Não queria que o povo que passava nos carros fizesse nada de ruim com eles. Não quero que nada de ruim aconteçam a eles. Não só porque alguns são meus amigos, mas porque eles trabalham pra cousa ser melhor, simples assim. Eles contrabalanceiam a feiúra do mundo com atitudes de corpo todo, de dia inteiro.

Alguém grafita com estêncil uma fila de silhuetas de uma criança atropelada pelos pneus dum carro na faixa de pedestres meio apagada e escreve embaixo, NOS RESPEITE. A tinta spray branca no asfalto preto acabou de secar e o sinal fecha de novo e sobre as silhuetas das crianças volta e meia pára um carro, o motorista olhando pro mural, pro povo. De dentro do carro não dá pra ver o que tem pintado na faixa de pedestres, ainda mais se o motorista ta acostumado a parar sobre ela. De dentro do carro com vidro fechado nem dava pra ouvir a música bacana que saía da gaita e do violão do Marcelo. E de dentro do carro com vidro fumê é que o embaço é maior, nem a música, nem as cores, tão bonitas, podiam ser apreciadas.

isso devia estar em outdoors também.

isso devia estar nos outdoors também.

Alguns motoristas sorriem, um acenou um legal de dentro do ônibus, outro já pede desculpas porque não tem trocado (e a gente ri), uma família pára com uma menininha que quer ver de perto os desenhos, uma senhora comenta que é isso aí, esses-meninos-ao-invés-de-estarem-sem-fazer-nada-estão-fazendo-uma-coisa-bonita. Devia ter toda semana, ela fala. Eu acho que devia ter todo dia. Em todos os muros, já que essa cidade sofre dessa abundância. Lembrei do nosso amigo Banksy, o inglês que me dá vontade de chorar e é chegado nuns ratins gaiatos (um primo desses ratins foi parar num dos bancos do Bosque da UFC. Rindo). Ele diz:

“Imagine uma cidade onde o grafite não é ilegal, uma cidade onde todo mundo pudesse desenhar o que quisesse onde quisessem. Onde cada rua fosse inundada de milhões de cores e pequenas frases. Onde estar numa parada de ônibus nunca fosse um tédio.Uma cidade que parecesse uma festa pra qual todo mundo foi convidado, não apenas os agentes imobiliários e barões dos grandes negócios. Imagine uma cidade como essa e não se encoste no muro – está molhado.”

O sinal fecha de novo e uma kombi branca (ou algo assim, não sou boa em saber tipo de carro) pára na sombra, a meio metro da platéia do canteiro. O cara olha pro mural e pro povo e pra nós:

– Pra grafitar nesse carro aqui, falo com quem?

– È nóis.

– Me dê aí o celular.

O menino dá, mal de desencosta da árvore. O motorista pergunta o nome, o menino diz. Ele anota no celular e pergunta algo em voz baixa.

– Como?

– Posso botar “grafiteiro”?

A gente ri e ele diz que claro.

Enquanto tudo eu pensava na música do Cidadão Instigado, O Nada, que diz: “Abram as portas das suas casas/Deixem os ladrões entrarem…”. Lembrei do Yuri Leonardo tuitando sobre derrubar todos os muros das casas como solução, da Roberta Felix falando que não se pode ter medo de andar na rua, senão elas ficam desertas e aí sim perigosas, e da AnnaK. dizendo, tão bonita: É PRECISO NÃO SE ASSUSTAR. Eu concordo. É filtrar as cousas ruins, transformar em outro sentimento. O Medo Paralisa, dizia meu ex-técnico de computador (eu devia ter pago por ter ouvido essa frase, não pelo conserto). Luto é uma coisa, medo é outra. Temos a necessidade do luto, mas não a do medo. Medo de andar na rua, medo de desconhecidos. Não ajuda.

Um rapaz bem alto pergunta o que estou comendo.

– Pitomba. Quer?

Dou uma, ele prova, gosta.

– Humm, nunca comi isso, parece lichia.

– E de onde você é?

– Minas. Vim pro reveillon. Acabei ficando…

– Ah, foi? Pois seja bem-vindo à Cidade Solar.

– É, eu me senti bem-vindo. Me senti muito acolhido aqui.

Uma hora um senhor de muletas atravessa na faixa de pedestre e leva uma buzinada dum motorista num carro meio caro e o menino ao nosso lado taca o grito pro motorista: “A CULPA É SUA!” Na maior parte do tempo quem faz o mural fica em silêncio, concentrado. Como se escrevessem um livro. Mas há tensão e tesão no ar, ninguém está sozinho, estão produzindo juntos e a céu aberto, Tatuando A Cidade. Existe uma alegria que corre de outro jeito. No meio do silêncio, terminando um traço, alguém meio grita, meio cantarola:

– A cidade é minha, faço o que eu quiser!

O curioso é que da gente com quem conversei sobre os crimes recentes e os artigos de jornal que resultaram no painel, muitos só ficaram sabendo direito depois do convite do Rodrigo do Tembiú. Eles estavam ocupados lá na frente da batalha, não se interessam muito pelas notícias sobre as baixas. Não tem tempo pra isso. Nem espaço. Eles vivem pertinho do “inimigo”, que também pode se chamar “O Problema”. Andam de ônibus ou bicicleta, andam de madrugada nas ruas, já correram da polícia, hoje dão aula em bairros pobres para gente que faz muita gente mudar de calçada.

Eu e Valdir ficamos até 1:30, o mural estava quase pronto quando fomos embora. Então a minha função ali foi ver e voltar aqui pra contar a história. E dizer que quando tiver de novo eu quero ir. E convidar você pra aparecer, também. Água, música, protetor solar, pitombas. Mais alguém. Proteção é presença e as primeiras revoluções são muito silenciosas.

eu e o david da paz: vai uma pitomba ae?

eu e david da paz: vai uma pitomba ae?

ps: Não vou listar o nome de quem tava lá porque isso não é o mais importante, é fácil de descobrir e quem tá no meio sabe quem são.

pps:Demorei pra terminar esse texto e ainda falta tanto. Mas ele vai assim. Claro que é um ponto de vista, uma narrativa tendenciosa. Uso “eles” pra falar dos meninos do outro lado da rua, mas na verdade é “nós”.

ppps: Para saber mais: http://www.flickr.com/photos/tembiu/ Fotos pelo Rodrigo.

Mil fotos do Alex, em detalhes:

http://picasaweb.google.com.br/deolhonacena/GentilezaGeraGentileza#

A cobertura fraquinha – mas válida – da grande imprensa:

http://tvverdesmares.com.br/bomdiaceara/grafite-contra-a-violencia/

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=751704

Nosso Own Private Idaho

fevereiro 16, 2010

Até hoje me pergunto: como foi que Gus Van Sant fez aquela casa cair do céu e se espatifar na estrada? Quando eu vi esse filme eu nem sonhava que ia encontrar meninos parecidos com eles. O menino que nem parece, mas é tão frágil. (E era). Ele apaga na rua, entre estranhos, sem tomar nadinha. Estava procurando a mãe, enquanto ganhava pra se dar a gente muito esquisita. Gostava de ir na garupa do outro, do que era muito rico e tão perdido quanto o primeiro. As amizades que se confundem, as linhas invisíveis. Aqui,um dicionário é pouco.

Em português ficou Garotos de Programa. Porque eles empobrescem tanto os títulos, Senhor?

pessoinhas na cidade

fevereiro 5, 2010

Tem um livro chamado Little People in the City, que dei de presente pro meu melhor amigo. É de um cara que faz pessoas milimétricas e põe no meio da rua, compõe umas cenas e fotografa. Os títulos das fotos – que viraram as páginas dos livros – são bobos. Mas a idéia geral é assustadoramente linda. Reza a lenda que, depois de fotografadas, ele deixa as pessoinhas lá, ao léu.

tipo isso.

Aí eu cheguei no Dragão do Mar e lá estava uma coisa que esse cara devia ter gostado:

eu sempre me pergunto porque os arquitetos não decidem viver de fazer gente ao invés de prédios.

Ah, eu num sei se gosto da idéia do Aquário na Praia de Iracema, não. E pra que construir, se já vem A Grande Onda?

fevereiro 2, 2010

Voltei de um canto longe. Lá, os insetos desistiram. Eu via miragens na neve. De verdade, o maisde verdade que isso pode ser: miragens na neve. Faz um enorme sentido, os físicos não precisam explicar.

um de janeiro. quero de novo.

Rio 3D

outubro 12, 2009

O Rio de Janeiro cabe numa caixa. Mas é uma caixa de brinquedo grande, cheio de fotos de um lado e de outro, nas laterais também. Uma criança pequena precisará de ajuda pra carregar. Ao abrir é preciso usar as duas mãos, e todas as pecinhas menores caem desmontadas no seu colo. Umas peças maiores ficam no fundo da caixa, como as pedras do Arpoador, coladinhas uma na outra, a mansão do Parque Laje, a águia do Theatro Municipal, o Sambódromo.

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Os arcos da Lapa vem em módulos pra encaixar, o trilho que se forma sobre eles merece cuidado. Certo, é bem possível que uma criança mais ninja decida que o bondinho podia ficar no hipódromo, por exemplo.

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O Cristo Redentor (que aparece bem grande na foto da embalagem) não é uma peça grande, é das pequeninas, cuidado pra não perder, daí é toda a brincadeira que pode perder um pouco o sentido. Mas sua base original, onde ele deve ser encaixado, é das grandes, não tem como não ver. E se caso você perder o Cristo, fica um buraco lá no alto.

Faz-se bem-vinda a ajuda de um adulto pra montar a parte das fiações. Sim, esse é um brinquedo que acende. E, se montado direitinho, é bem capaz que algumas crianças prefiram brincar à noite, com as luzes da sala apagadas. Só assim vai dar pra ver como a luz dá sentido a essa mini-cidade, assim como também vai ficar mais fácil entender porque o nome escrito lá na caixa é Rio 3D. Quando os fios são ligados direitinhos o bondinho do Pão de Açúcar aparece pendurado em supostos passeios noturnos, a Lagoa reflete as luzinhas de seu entorno, o Cristo Redentor fica iluminado dum jeito que pode ser visto por quase qualquer habitante-bonequinho da cidade, mesmo que o adulto-ajudante resolva, no meio da montagem, soltar uma baforada de cigarro sobre o brinquedo, nublando o céu. Como as crianças são bem menores e, ao contrário dos adultos, adoram sentar no chão e ver os brinquedos nessa perspectiva horizontal, elas vão sacar esse efeito na hora. É provável que algumas confundam os morros acesos em infinitas luzinhas mínimas – Rocinha, Alemão, Cantagalo, Maré – com um estranho arbusto de Natal, achando que essas partes da cidade passam a vida esperando Papai Noel ou algo assim. Aí você explica o que é o algo assim, ao invés do Papai Noel.

lagoa

Tem também peças feitas para voar e navegar.

Das coisas que voam – ou se suspendem, planam no ar – tem os helicópteros. Eles ficam na beira da Lagoa, prontos para um passeio por sobre toda a cidade, depois de montada. Mas tem pecinhas bem menores também, como os ultraleves e parapentes.
Essas saem das peças grandes como a Pedra da Gávea e passam pertinho de outra enorme que é o Morro Dois Irmãos.

Cuidado pras crianças menores de 4 anos não engolirem os ciclistas da Floresta da Tijuca.

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As mais bélicas vão adorar os comandos em ação cariocas, até tanques eles tem! As crianças menorzinhas podem até achar que aquelas bazucas e metralhadoras ficam melhores como varas de pesca cujas linhas se afundam na Lagoa Rodrigo de Freitas (sim, tem uns peixinhos minúsculos pra pôr ali). O fundo da Lagoa é uma das peças grandes. Depois de ser preenchida com água, a gente põe em sua superfície uns pedalinhos em forma de cisne. Ao redor da Lagoa é onde a gente põe, depois de rasgar o mesmo saco plástico, as bicicletas de formatos variados.

Todas as portas dos prédios importantes e antigos são parecidas com os chocolates-surpresa: retângulos marrons com desenhos em alto e baixo relevo. Cuidado para as crianças não morderem, adicionando ao desenho entalhado a marca dos dentinhos.

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Outras peças de encaixe mais complicado são as dos túneis e viadutos, assim como os elevados. Os túneis são especialmente difíceis de montar, já que é preciso encaixar por debaixo das peças grandes e não é só isso: eles acendem por dentro. Cuidado pra não esquecer nenhum carrinho dentro deles.

Ah, o Maracanã, peça imensa, também acende! Não vem com bola, nem poderia. E ali perto dele tem uma calçada que – se for devidamente montada – forma uma partitura e pode até tocar música se você pôr a pilha embaixo dela e fazer um bonequinho atravessá-la no passo certo. Um sambinha, olha só.

Tem uns bonequinhos, também: o Drummond sentadinho num banco, o Noel sendo servido por um garçom numa mesinha de bar e um estudante de desenho com uma prancheta no colo. O desenho que ele tá fazendo você decide o que é dependendo de onde você quer colocá-lo, mas não vai dar pra ver, ele é uma das pecinhas menores de todas. Só com uma lupa você vai notar que ele usa all-star.

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laerte, ailouviu

setembro 27, 2009

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Tesla rules – parte 6 e FIM!

julho 10, 2009
porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

Entãão…. pra terminar a história-odisséia-epopéia Téslica, agradeço ao Farad por me revelar cousas tão cousadas e tronchas, a todas que leram tudinho e aos que não leram, aqui vai Nikola Tesla- em 5- segundos do Farad:

 

Há mais de 20 livros em inglês sobre Tesla.

Em menos de 2 décadas de herói do mundo ele passou a louco.

Tinha certeza sobre a vida alienígena e dizia ser urgente construir meios de se comunicar com eles.

Tinha aversão a desenhar e protótipos, não os fazia nunca, acreditava que eram coisas que distraíam.

Tesla era uma celebridade e muito bonito, causava furor quando aparecia em público, certa vez uma mulher quis beijá-lo a força o que o fez fugir correndo dela.

Quando morreu seu nome era o que possuía o maior número de patentes registradas no EUA.

Ele perdia o interesse assim que concluía um projeto e partia ao seguinte, inúmeras patentes foram registradas por seus assistentes, que sabidamente só executavam suas ordens.

Tesla era tão desinteressado por riquezas que chegou a rasgar o contrato que garantia sua parte nos lucros de Niagara Falls.

Ele preferia que suas assistentes pessoais fossem mulheres e escolhia como elas deviam se vestir.

Ele tinha horror a pérolas e insetos.

Antes tentou vender um projeto de navios controlados por controle remoto ao EUA, mas foi recusado (por causa de Edison). 

Dizem que foi inspiração para uma edição do Superman que não chegou a ser publicada. Superman contra o Raio da Morte. (Superman morria.)

 

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

O.o