Archive for the ‘tronchices globais’ Category

leia na minha parede

novembro 12, 2010

Poitiers, França. A caminho do Free Market, numa tarde de sábado de abril desse ano.

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diariomente

julho 4, 2010

Ler diários antigos é uma experiência estranha. Quando se tem 20 e o diário é de quando se tinha 13, ok. Mas quando se tem 32 e o diário é quando se tinha 21, é assustador.

carnaval

fevereiro 14, 2010

Não é fácil, mas é possível. E frequente. Carnaval, Natal, Reveillon, sábado e domingo, é tudo a mesmo coisa. Não são datas que me fazem viajar. Eu estou aqui e aqui permaneço. Tem tanta coisa pra fazer em casa. Eu tenho que escrever MUITO. Há tempos meu trabalho ignora horário comercial e dias úteis. Há anos, muitos anos. É outro calendário. Esse carnaval é, em parte, como muitos outros carnavais e feriados: em casa, colocando os papéis em ordem e escrevendo linhas e linhas. A grande diferença é o tanto de amigo/casa que virou convite e minha necessidade – crescente – de aqui estar.

Aí fico pensando em cousas tronchas enquanto escrevo:

1. o tanto de gente on line e off line, cada um com suas cousas cousadas.

2. que já já arribarei de novo.

3. que o carnaval faz tanta zoada, mas, na maior parte do tempo, faz um silêncio incrível aqui, nessa parte da cidade solar.

4. as pessoas se convidam mais que se visitam, nessa altura dos aniversários.

5. pavão misterioso realmente me faz chorar.

6. new order também.

7. google me mete medo enquanto facilita minha vida.

8. preciso de mapas.

9. toda carta é mapa. por natureza.

laerte, ailouviu

setembro 27, 2009

LAERTE-28-02-thumb-600x186-4487

bateu o Caeiro

setembro 13, 2009

Do que você realmente precisa? Água, comida, banho, uma cama, repouso. Papel e caneta. Roupas. Não muitas. (Nas melhores partes da vida estamos sem elas). Memorabilias não são pra sempre. Memorabilias são tocáveis e perecíveis. Podem ajudar a dar uma linha lógica – ? – à uma existência. O que você precisa carregar com você pra continuar sendo você mesmo? Carregar pressupõe peso. Levar é melhor. Levar é de um jeito menor e ainda assim tão maior.

– Enrico, você num tem problema de jogar um monte de coisa fora? Assim, juntar tudo numas caixas e pluncs, adeus! Se desfazer delas.

– Oura, a gente se desfaz dum monte de células todo dia e nem sente falta.

o peixim que morava dentro da montanha

setembro 12, 2009

No Caxitoré a gente pode jogar pingue pongue. Depois de 2h e meia de viagem sertão adentro, a gente chega na casa grandona e bonita pra beber água de côco, ver soín comendo fruta da mão da gente, papagaios namorando, pavão empinando o rabo no sol, fazer fogueira e se cortar nos gravetos, prosear balançando na rede e sentir o ventinho frio da manhã misturado no cheiro de café que a família do Bob faz.

Lá celular não pega. As mensagens mais bonitas do mundo só me chegaram na volta, depois de cruzar alguma barreira invisível de raiozinhos. Lá a gente pode andar sem nada nas mãos, só um galho seco pra ir fazendo rabisco na terra ou um tamarindo bem travoso na boca já resolvem.

Eu ainda levo é coisa. Papel. Coisa de ler e de escrever. Cãmera pra bater foto e filmar. Cigarros. (Será que um dia eu páro de levar tanta coisa?)

Aí o Bob aponta o piso de pedra e diz:

“Tem uns peixins aqui, tá vendo?”

“?”

“Tá aqui, ó. Tá vendo não? Aqui!”

“Bob essa tua cerveja é qual?”

“Nããão… Olha aqui. Viu?”

E eu vi mesmo. Lá estavam eles, em alto-baixo relevo, uns peixinhos pequeninins, sabe deus desde quando presos dentro da pedra grande que é todo dia fatiada pra virar chão das casas. De mil casas.

“O sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão.” Quem foi que disse isso primeiro? Antonio Conselheiro? Euclides da Cunha? Luiz Gonzaga? Beto Guedes? O Bob?

Ah, e me disseram que o piso daquele aeroporto onde o Tom Hanks mora, naquele filme e tals… veio todo daqui do Ceará.

Peixes-figurantes cinematográficos.

as escavadeiras atrapalhando o sono dos peixinhos.

as escavadeiras atrapalhando o sono dos peixinhos.

Tesla rules – parte 6 e FIM!

julho 10, 2009
porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

Entãão…. pra terminar a história-odisséia-epopéia Téslica, agradeço ao Farad por me revelar cousas tão cousadas e tronchas, a todas que leram tudinho e aos que não leram, aqui vai Nikola Tesla- em 5- segundos do Farad:

 

Há mais de 20 livros em inglês sobre Tesla.

Em menos de 2 décadas de herói do mundo ele passou a louco.

Tinha certeza sobre a vida alienígena e dizia ser urgente construir meios de se comunicar com eles.

Tinha aversão a desenhar e protótipos, não os fazia nunca, acreditava que eram coisas que distraíam.

Tesla era uma celebridade e muito bonito, causava furor quando aparecia em público, certa vez uma mulher quis beijá-lo a força o que o fez fugir correndo dela.

Quando morreu seu nome era o que possuía o maior número de patentes registradas no EUA.

Ele perdia o interesse assim que concluía um projeto e partia ao seguinte, inúmeras patentes foram registradas por seus assistentes, que sabidamente só executavam suas ordens.

Tesla era tão desinteressado por riquezas que chegou a rasgar o contrato que garantia sua parte nos lucros de Niagara Falls.

Ele preferia que suas assistentes pessoais fossem mulheres e escolhia como elas deviam se vestir.

Ele tinha horror a pérolas e insetos.

Antes tentou vender um projeto de navios controlados por controle remoto ao EUA, mas foi recusado (por causa de Edison). 

Dizem que foi inspiração para uma edição do Superman que não chegou a ser publicada. Superman contra o Raio da Morte. (Superman morria.)

 

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

O.o

Tesla rules – parte 5 de 6

julho 10, 2009
laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

 

              Se tudo isso não fosse controverso o bastante, tem a história dO Raio da Morte, uma arma supostamente criada por Tesla. Obstinado em seu sonho, completamente falido, com adversários poderosos e sob vigilância do governo, ele tenta uma aproximação com os militares, até chega a vender uma sofisticada turbina, mas para os alemães, que com a guerra não lhe gerou lucro algum. Sob o pretexto de garantir a paz definitivamente (1) Tesla teria criado o tal raio da morte. A idéia era criar um raio concentrado usando o princípio do crescente ressonante, que serviria basicamente para  destruir objetos como bombas em pleno ar.

              No dia 30 de julho de 1908 o aparato teria sido montado em seu laboratório apontado para o norte, pois uma expedição rumo ao Pólo Norte poderia dizer a Tesla se o raio alcançaria tal distância. Mas a expedição de Robert Peary nada viu. Naquela noite Tesla teria ligado o raio que pareceu muito modesto, até que uma coruja desavisada foi desintegrada pelo mesmo (2), o que encerrou o teste naquela noite. Nos dias seguintes chegou ao conhecimento público que uma grande explosão teria varrido do mapa a Floresta de Tunguska, o que bastou para Tesla ter certeza do poder assombroso da arma que teria criado e bastou para agradecer a Deus, pois ninguém teria morrido na explosão.

            Tunguska é até hoje a maior explosão conhecida pelo homem na era moderna. Não se sabe ao certo, mas se especula que foi de 15 megatons, o que é mil vezes a bomba de Hiroshima e há quem diga que chegou a 30 megatons. O evento de Tunguska até hoje é sem explicação clara, pois para a ciência uma explosão dessa magnitude só pode existir dum impacto de um meteorito ou dum cometa, e dos grandes, mas nunca houve uma cratera de impacto. (3) Daí as mentes mais brilhantes bolaram as explicações mais mirabolantes para não admitir que um dia existiu, ou existe, sei lá, uma coisa tão inacreditável quanto uma arma portátil como essa. Com a ameaça de uma segunda Guerra Tesla teria se oferecido para remontar tal arma, ao que ele foi respondido com uma carta de apreciação da secretária do presidente Wilson.

          Muito tempo depois teria feito a ultima tentativa de ajudar o EUA . Em 1917 ele teria se oferecido para montar um raio explorador, que era sem tirar nem por igual ao radar que temos hoje. Mais uma vez Thomas Edison barrou o projeto (4). Em 7 de janeiro de 1943, Nikola Tesla morreu em Nova York aos 87 anos, num apartamento cheio de pombos que ele cuidava e considerava seus últimos amigos (5). Ou seja, ele viveu foi tempo esquecido e sem dinheiro. Foi cremado e suas cinzas encontram-se em uma esfera de ouro, sua forma favorita, no Museu Tesla em Belgrado.

  1. Algo como “quebra-tudo-mais-que-tudo”. E, de fato, com todo mundo morto, haveria paz eterna. E coletiva.
  2. ngjnrgjkanerjgnarejgnae (rsrsrs)
  3. ??!!
  4. Thomas Recalque Edison
  5. Decerto não seriam as corujas.

Tesla rules – parte 4 de 6

junho 27, 2009

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

“Em 1891 Tesla inventou uma bobina que recebeu seu nome e é seu invento mais popular. Ela pode ser feita em casa de tão simples e é a base que torna possível o rádio, televisão, automóveis, etc. (1) Também era por meio dela que ele queria implementar a energia sem fios de graça. Nas exibições de seu invento Tesla era mais visto como um ilusionista do que como um cientista. Raios azulados cruzando o ar, lâmpadas acendendo em sua mão à distância… O público via a tudo como a um grande show sem entender nada. Mas realizar seu sonho não seria nada fácil, Edison trabalhava ativamente tentando incutir medo nas pessoas sobre a corrente alternada, fazendo eletrocuções públicas de animais. (2)

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

 Os conceitos de Tesla funcionavam e funcionam até hoje, mas para a eletricidade chegar ao mundo todo ele precisava trabalhar numa escala maior. O que começou a ser problemático e perigoso. Certa vez policiais invadiram seu laboratório em Manhattan ordenando que desligasse as máquinas, pois o chão tremia a 3 quarteirões dali. (3) O Advogado que o defendeu sugeriu um lugar em Colorado, para onde ele mudou o laboratório. Agora havia grandes placas “Mantenha distância – Grande Perigo”. A população vizinha observava a distância com grande ansiedade e aflição. Tesla, ajudado por um amigo engenheiro, construiu uma torre de 27 metros que serviria aos testes e os efeitos eram muitos e assustadores: lâmpadas que acendia sozinhas nas casas a quilômetros dali, faíscas saindo do chão e tocando o pé das pessoas enquanto caminhavam, névoa verde… e ele só estava sintonizando o aparelho, não o tinha ligado na força principal. (4)

Em 1899 ele ligou tudo no máximo pela primeira e última vez, produzindo o que depois foi chamado de Crescente Ressonante (5), um evento global que produziu a maior descarga elétrica da história da Terra. Depois de viajar o globo e voltar, a energia formou um pilar de raios (6) que iluminou o céu naquele dia, trovões como nunca ouvidos antes foram escutados por 33 km partindo da origem. Tesla havia colocado eletricidade demais no experimento, achando que o efeito ressonante seria limitado, mas na verdade ele havia esbarrado com uma fonte de energia ilimitada e corrente de retorno foi tão grande que o gerador pegou fogo (7).

 Tesla ficou animado com o acontecimento quase apocalíptico, mas seus apoiadores, não. Ele parou de receber eletricidade de graça, entre outras coisas. Desesperado por apoio, Tesla foi a Nova York, mas a idéia de energia de graça obviamente não era comercial. Tesla propôs que usassem o sistema dele como comunicação global, que dessem a energia e cobrassem sobre a comunicação, seria a ancestral da internet, um telegrafo mundial sem fio (8). Com muita relutância, JP Morgan (ele havia sido o principal financiador do Edison), que era o homem mais rico do mundo, comprou a idéia, mas quando ficou claro que o que Tesla queria era dar energia de graça ao mundo, Morgan se retirou imediatamente.”

 

  1. Podemos fazer em casa máquinas de teletransporte com elas?
  2. Edison deve arder no fogo do inferno até agora.
  3. Imagina se o Tesla tivesse uma banda punk?
  4. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  5. Eu desejo uma Crescente Ressonante no coração de cada um de vocês que lêem isso. E que sobrevivam.
  6. Um pilar de raios. Um pilar de raios. Certo. Ok
  7. Só o gerador?
  8. Os vanguardistas sempre sofrem um pouco

novos ofícios

junho 21, 2009
- buuuuuuuuu! - e elas adoram.

- buuuuuuuuu! - e elas adoram.

Como seria o nome dessa profissão? Aliás, isso não é profissão, isso é freela, bico, etc. Isso aí de se meter dentrode uma armação imensa e flexível, seja de personagem de turma da Mônica (que cruzam a beira-mar Toda Noite anos a fio naquele trenzinho), seja em aniversários, seja em supermercados… E poder fazer toda e qualquer cara lá dentroenquanto trabalha e ver crianças correndo nas duas direções

1. ao seu encontro, encantadas.

2. na direção oposta, aos gritos de horror.

3. indo e vindo, entre terror e curiosidade alegre – a melhor opção.

 

?

 

ps: flagra nas escadas do Extra Montese.