Archive for the ‘tronchices cinematograficas’ Category

Nosso Own Private Idaho

fevereiro 16, 2010

Até hoje me pergunto: como foi que Gus Van Sant fez aquela casa cair do céu e se espatifar na estrada? Quando eu vi esse filme eu nem sonhava que ia encontrar meninos parecidos com eles. O menino que nem parece, mas é tão frágil. (E era). Ele apaga na rua, entre estranhos, sem tomar nadinha. Estava procurando a mãe, enquanto ganhava pra se dar a gente muito esquisita. Gostava de ir na garupa do outro, do que era muito rico e tão perdido quanto o primeiro. As amizades que se confundem, as linhas invisíveis. Aqui,um dicionário é pouco.

Em português ficou Garotos de Programa. Porque eles empobrescem tanto os títulos, Senhor?

quem não deixaria?

fevereiro 14, 2010

Vi “Deixa ela Entrar”, o filme sueco de vampiro – vampira, na verdade – que se passa em Estocolmo, 1982. Gostei por vários motivos. Um: os vilões não falam muito. Aliás, ninguém fala muito, daí ser cinema puro. Dois: filmes em que os personagens ainda estão virando gente grande muito me agradam. Três: filmes de outras épocas também e 82 tá valendo. Quatro: o filme consegue ter cenas bizarras e belas, uma combinação rara. Cinco: os protagonistas são losers, cada um a sua maneira. Seis: a natureza sensual dos vampiros está lá – é uma coisa de pele e de debaixo da pele, certo? Sete: dá pra supor o que vai acontecer, mais ainda assim vem de um jeito surpreendente. Oito: parece que antes de ser filme era um livro! Nove: me lembrou O Pequeno Vampiro, um dos meus livros preferidos na infância. Dez: tem uma cena troncha com gatos. Onze: outra de auto-combustão também. Doze: na hora do arranca-rabo a câmera não sai do fundo da piscina. Treze: tá ali a natureza humana, sabe deus porque ele e ela se deram tão bem.

Catorze: esse ator é o novo Tadzio. Vide: Morte em Veneza.

fevereiro 2, 2010

Voltei de um canto longe. Lá, os insetos desistiram. Eu via miragens na neve. De verdade, o maisde verdade que isso pode ser: miragens na neve. Faz um enorme sentido, os físicos não precisam explicar.

um de janeiro. quero de novo.

o peixim que morava dentro da montanha

setembro 12, 2009

No Caxitoré a gente pode jogar pingue pongue. Depois de 2h e meia de viagem sertão adentro, a gente chega na casa grandona e bonita pra beber água de côco, ver soín comendo fruta da mão da gente, papagaios namorando, pavão empinando o rabo no sol, fazer fogueira e se cortar nos gravetos, prosear balançando na rede e sentir o ventinho frio da manhã misturado no cheiro de café que a família do Bob faz.

Lá celular não pega. As mensagens mais bonitas do mundo só me chegaram na volta, depois de cruzar alguma barreira invisível de raiozinhos. Lá a gente pode andar sem nada nas mãos, só um galho seco pra ir fazendo rabisco na terra ou um tamarindo bem travoso na boca já resolvem.

Eu ainda levo é coisa. Papel. Coisa de ler e de escrever. Cãmera pra bater foto e filmar. Cigarros. (Será que um dia eu páro de levar tanta coisa?)

Aí o Bob aponta o piso de pedra e diz:

“Tem uns peixins aqui, tá vendo?”

“?”

“Tá aqui, ó. Tá vendo não? Aqui!”

“Bob essa tua cerveja é qual?”

“Nããão… Olha aqui. Viu?”

E eu vi mesmo. Lá estavam eles, em alto-baixo relevo, uns peixinhos pequeninins, sabe deus desde quando presos dentro da pedra grande que é todo dia fatiada pra virar chão das casas. De mil casas.

“O sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão.” Quem foi que disse isso primeiro? Antonio Conselheiro? Euclides da Cunha? Luiz Gonzaga? Beto Guedes? O Bob?

Ah, e me disseram que o piso daquele aeroporto onde o Tom Hanks mora, naquele filme e tals… veio todo daqui do Ceará.

Peixes-figurantes cinematográficos.

as escavadeiras atrapalhando o sono dos peixinhos.

as escavadeiras atrapalhando o sono dos peixinhos.

Tesla rules – parte 6 e FIM!

julho 10, 2009
porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

Entãão…. pra terminar a história-odisséia-epopéia Téslica, agradeço ao Farad por me revelar cousas tão cousadas e tronchas, a todas que leram tudinho e aos que não leram, aqui vai Nikola Tesla- em 5- segundos do Farad:

 

Há mais de 20 livros em inglês sobre Tesla.

Em menos de 2 décadas de herói do mundo ele passou a louco.

Tinha certeza sobre a vida alienígena e dizia ser urgente construir meios de se comunicar com eles.

Tinha aversão a desenhar e protótipos, não os fazia nunca, acreditava que eram coisas que distraíam.

Tesla era uma celebridade e muito bonito, causava furor quando aparecia em público, certa vez uma mulher quis beijá-lo a força o que o fez fugir correndo dela.

Quando morreu seu nome era o que possuía o maior número de patentes registradas no EUA.

Ele perdia o interesse assim que concluía um projeto e partia ao seguinte, inúmeras patentes foram registradas por seus assistentes, que sabidamente só executavam suas ordens.

Tesla era tão desinteressado por riquezas que chegou a rasgar o contrato que garantia sua parte nos lucros de Niagara Falls.

Ele preferia que suas assistentes pessoais fossem mulheres e escolhia como elas deviam se vestir.

Ele tinha horror a pérolas e insetos.

Antes tentou vender um projeto de navios controlados por controle remoto ao EUA, mas foi recusado (por causa de Edison). 

Dizem que foi inspiração para uma edição do Superman que não chegou a ser publicada. Superman contra o Raio da Morte. (Superman morria.)

 

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

O.o

Tesla rules – parte 5 de 6

julho 10, 2009
laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

 

              Se tudo isso não fosse controverso o bastante, tem a história dO Raio da Morte, uma arma supostamente criada por Tesla. Obstinado em seu sonho, completamente falido, com adversários poderosos e sob vigilância do governo, ele tenta uma aproximação com os militares, até chega a vender uma sofisticada turbina, mas para os alemães, que com a guerra não lhe gerou lucro algum. Sob o pretexto de garantir a paz definitivamente (1) Tesla teria criado o tal raio da morte. A idéia era criar um raio concentrado usando o princípio do crescente ressonante, que serviria basicamente para  destruir objetos como bombas em pleno ar.

              No dia 30 de julho de 1908 o aparato teria sido montado em seu laboratório apontado para o norte, pois uma expedição rumo ao Pólo Norte poderia dizer a Tesla se o raio alcançaria tal distância. Mas a expedição de Robert Peary nada viu. Naquela noite Tesla teria ligado o raio que pareceu muito modesto, até que uma coruja desavisada foi desintegrada pelo mesmo (2), o que encerrou o teste naquela noite. Nos dias seguintes chegou ao conhecimento público que uma grande explosão teria varrido do mapa a Floresta de Tunguska, o que bastou para Tesla ter certeza do poder assombroso da arma que teria criado e bastou para agradecer a Deus, pois ninguém teria morrido na explosão.

            Tunguska é até hoje a maior explosão conhecida pelo homem na era moderna. Não se sabe ao certo, mas se especula que foi de 15 megatons, o que é mil vezes a bomba de Hiroshima e há quem diga que chegou a 30 megatons. O evento de Tunguska até hoje é sem explicação clara, pois para a ciência uma explosão dessa magnitude só pode existir dum impacto de um meteorito ou dum cometa, e dos grandes, mas nunca houve uma cratera de impacto. (3) Daí as mentes mais brilhantes bolaram as explicações mais mirabolantes para não admitir que um dia existiu, ou existe, sei lá, uma coisa tão inacreditável quanto uma arma portátil como essa. Com a ameaça de uma segunda Guerra Tesla teria se oferecido para remontar tal arma, ao que ele foi respondido com uma carta de apreciação da secretária do presidente Wilson.

          Muito tempo depois teria feito a ultima tentativa de ajudar o EUA . Em 1917 ele teria se oferecido para montar um raio explorador, que era sem tirar nem por igual ao radar que temos hoje. Mais uma vez Thomas Edison barrou o projeto (4). Em 7 de janeiro de 1943, Nikola Tesla morreu em Nova York aos 87 anos, num apartamento cheio de pombos que ele cuidava e considerava seus últimos amigos (5). Ou seja, ele viveu foi tempo esquecido e sem dinheiro. Foi cremado e suas cinzas encontram-se em uma esfera de ouro, sua forma favorita, no Museu Tesla em Belgrado.

  1. Algo como “quebra-tudo-mais-que-tudo”. E, de fato, com todo mundo morto, haveria paz eterna. E coletiva.
  2. ngjnrgjkanerjgnarejgnae (rsrsrs)
  3. ??!!
  4. Thomas Recalque Edison
  5. Decerto não seriam as corujas.

o Hope

junho 27, 2009

A minha Cidade Solar tem um navio fantasma.

Se chama Mara Hope.

Hope é esperança, em inglês.

De longe ele é preto, mas de perto ele é vermelho-velho. Ferrugem, cobre podre.

A ferrugem encrespou toda a superfície com agulhas de tétano.

Tem que tomar muito cuidado com os pés, lá.

Até porque há de se imaginar que quem chega até ele está descalço,

veio atravessando um pedaço do mar,

então pra quê calçados?

Tem gente que foi à tardinha e por lá anoiteceu.

Viu a lua e a cidade do navio naufragado. Até ficou pra dormir.

(como é que dorme?)

Um navio naufragado pra sempre bem em frente à sua vista mais bonita.

Um navio naufragado pra sempre bem em frente à sua vista mais bonita.

Como qualquer criança residente em Fortaleza, que repara no mar, um dia se nota aquela coisa grande, preta e parada no meio do litoral. Alguém me disse que era um navio. Acho que foi minha mãe. Aí depois eu gazeava aula na Ponte e me confirmaram. Mas aquilo num parece em nada um navio. Primeiro porque fica parado. Imóvel. Depois porque é grande e preto (e só a metade ta lá).

Quando eu trabalhei na Estação de Praticagem falando com os navios, ouvi de um dos práticos a história do Mara Hope. Além de ter sido uma narrativa puramente técnica, ele fechou com uma: “Num país sério, ele não ficaria ali. Aquilo é lixo. Lixo no mar.” Fiquei pensando. Numa cidade em que um de seus hinos fala que “Eu sou da nata do lixo, eu sou do luxo da aldeia, sou do Ceará” (Ednardo)… Tá tudo mais que certo, então.

desenho do vítor. que também gosta do ednardo.

desenho do vítor. que também gosta do ednardo.

http://www.blogzdovitor.blogspot.com/

Esse é do Vítor Batista, um dos maiores desenhistas da Cidade Solar (e com quem estou bolando uma série de cartões de visita eróticos chamada Kaminha Sutra). E concordo com ele. Prefiro apreciar o Mara Hope de longe. Morro de medo de ir lá. E quero muito que ele lá permaneça.

 

http://www.brasilmergulho.com.br/port/naufragios/artigos/2005/018.shtml

Lê esse artigo do Marcos Davis, que é mergulhador e já foi lá mais de uma vez. Que coisa mais linda.

 

http://www.youtube.com/watch?v=X5YvJvScQuc

Aqui uns gaiatos colocaram Paralamas só de deboche. Minha cena preferida é aos 3:40 segundos.

Tesla rules – parte 4 de 6

junho 27, 2009

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

“Em 1891 Tesla inventou uma bobina que recebeu seu nome e é seu invento mais popular. Ela pode ser feita em casa de tão simples e é a base que torna possível o rádio, televisão, automóveis, etc. (1) Também era por meio dela que ele queria implementar a energia sem fios de graça. Nas exibições de seu invento Tesla era mais visto como um ilusionista do que como um cientista. Raios azulados cruzando o ar, lâmpadas acendendo em sua mão à distância… O público via a tudo como a um grande show sem entender nada. Mas realizar seu sonho não seria nada fácil, Edison trabalhava ativamente tentando incutir medo nas pessoas sobre a corrente alternada, fazendo eletrocuções públicas de animais. (2)

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

 Os conceitos de Tesla funcionavam e funcionam até hoje, mas para a eletricidade chegar ao mundo todo ele precisava trabalhar numa escala maior. O que começou a ser problemático e perigoso. Certa vez policiais invadiram seu laboratório em Manhattan ordenando que desligasse as máquinas, pois o chão tremia a 3 quarteirões dali. (3) O Advogado que o defendeu sugeriu um lugar em Colorado, para onde ele mudou o laboratório. Agora havia grandes placas “Mantenha distância – Grande Perigo”. A população vizinha observava a distância com grande ansiedade e aflição. Tesla, ajudado por um amigo engenheiro, construiu uma torre de 27 metros que serviria aos testes e os efeitos eram muitos e assustadores: lâmpadas que acendia sozinhas nas casas a quilômetros dali, faíscas saindo do chão e tocando o pé das pessoas enquanto caminhavam, névoa verde… e ele só estava sintonizando o aparelho, não o tinha ligado na força principal. (4)

Em 1899 ele ligou tudo no máximo pela primeira e última vez, produzindo o que depois foi chamado de Crescente Ressonante (5), um evento global que produziu a maior descarga elétrica da história da Terra. Depois de viajar o globo e voltar, a energia formou um pilar de raios (6) que iluminou o céu naquele dia, trovões como nunca ouvidos antes foram escutados por 33 km partindo da origem. Tesla havia colocado eletricidade demais no experimento, achando que o efeito ressonante seria limitado, mas na verdade ele havia esbarrado com uma fonte de energia ilimitada e corrente de retorno foi tão grande que o gerador pegou fogo (7).

 Tesla ficou animado com o acontecimento quase apocalíptico, mas seus apoiadores, não. Ele parou de receber eletricidade de graça, entre outras coisas. Desesperado por apoio, Tesla foi a Nova York, mas a idéia de energia de graça obviamente não era comercial. Tesla propôs que usassem o sistema dele como comunicação global, que dessem a energia e cobrassem sobre a comunicação, seria a ancestral da internet, um telegrafo mundial sem fio (8). Com muita relutância, JP Morgan (ele havia sido o principal financiador do Edison), que era o homem mais rico do mundo, comprou a idéia, mas quando ficou claro que o que Tesla queria era dar energia de graça ao mundo, Morgan se retirou imediatamente.”

 

  1. Podemos fazer em casa máquinas de teletransporte com elas?
  2. Edison deve arder no fogo do inferno até agora.
  3. Imagina se o Tesla tivesse uma banda punk?
  4. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  5. Eu desejo uma Crescente Ressonante no coração de cada um de vocês que lêem isso. E que sobrevivam.
  6. Um pilar de raios. Um pilar de raios. Certo. Ok
  7. Só o gerador?
  8. Os vanguardistas sempre sofrem um pouco

Tesla rules – parte 3

junho 7, 2009

obs: A coisa mais chata de blogs é que quem entra lê as coisas de trás pra frente. As outras 2 partes da história que o Farad está contando sobre nosso já idolatrado Tesla tá lá atrás. Ponho aqui mais uma parte (faltam mais umas 3) com meus comentários numerados no fim. (devia ter feito isso desde o começo).

 

 

“Dizem que o encontro aconteceu assim. Provavelmente ansioso por mostrar seu valor, Tesla disse ser capaz de melhorar a eficiência dos dínamos de Edison em 25% em 60 dias, Edison teria rido e disse que se ele fizesse isso lhe pagaria 50mil dólares, o que em dólares de hoje seriam uma soma espetacular(1). Tesla trabalhou virtualmente sem paradas, cumprindo o prometido, mas Edison fazendo pouco caso disse que estava brincando, quando perguntado pelo dinheiro. Furioso Tesla demitiu-se na mesma hora.(2)

 Porém em seguida Tesla foi abordado por investidores querendo produzir um tipo de lâmpada que ele teria, nasce a companhia Eletrica Tesla (3), a primeira de muitas que teriam seu nome, porém essa empresa não gerou retorno, pelo contrário, ele perdeu a patente da Lâmpada de arco e não teve apoio para o seu projeto de corrente alternada.

 Depois disso Tesla se viu obrigado a fazer trabalhos que pagavam um dólar por dia para sobreviver. Ele planejou se matar a meia noite tal como ele havia nascido, no seu trigésimo aniversário (olha o número 3, ele queria um número redondo) e antes que isso acontecesse o Dono da Western Onion, não se sabe por que (4), resolveu dar uma nova chance ao gênio, deu lhe um laboratório e a chance de pesquisar o que quisesse. Tesla pode finalmente montar seu alternador depois de tantos anos engavetado na sua mente, e este funcionava exatamente como devia. Em pouco tempo Tesla se tornou a sensação mundial.

 O próximo passo foi derrotar o rival Thomas Edison e George Westinghouse (5) foi quem fez isso possível. O trio então formado ganhou a concorrência para a hidrelétrica de Niágara Falls(6), a primeira no mundo. Edison estava concorrendo, mas sua proposta com corrente contínua custava o dobro. A eletricidade produzida em Niagara chegava até 3km de distância da origem, algo inimaginável  como corrente contínua. Logo o mundo inteiro teria acesso a eletricidade, e não só os muito ricos, era uma revolução. Mas para Tesla , não estava nem perto. Ele sabia que mesmo com a corrente alternada a eletricidade seria restrita as linhas de transmissão e essas possuíam e possuem limitações técnicas muito grandes. Ele queria mais, ele queria eletricidade para todos, de graça e sem fios (7).”

Meus comentários:

(1)adorei o “soma espetacular”. por mim podia ser até
os 2 reais do post anterior, era só chegar na hora certa.
(2)devia ter soltado uns raios no bigode desse Thomas ae.
(3)tenha medo.
(4) medo de levar uns raios.
(5) marca da geladeira do meu avô, que é de 1940 e funciona
até hoje lá no Icaraí. mérito do meu avô, claro.
(6) já estive em Niagara Falls num passeio de barco até perto
de onde as águas caem. parecia um grande toró como os que temos
tido aqui, com o agravante de a água vir de todos os lados e a
gente ter que gritar pra ser ouvido por alguém a centímetros de você.
não, não foi uma experiência legal. morri de medo.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

(7) era um Cid Gomes!

Tesla ruuules – parte 2

maio 23, 2009

“Nicola era um garoto comum numa família tradicional vivendo no interior da Croácia, numa cidade chamada Smilja, pelo lado da mãe tradicionalmente havia muitos inventores (inventos simples coisa de agricultor) e eles não eram ricos. Tesla tinha um irmão, Dane, considerado genial pela família e em quem depositavam grandes esperanças, enquanto Nicola era o irmão menor, sonhador, traquina e que gostava de caçar sapos com um tipo de zarabatana que ele mesmo tinha inventado. Um Tio numa situação econômica melhor deu um cavalo para eles, um cavalo árabe (considerado pequeno para os padrões europeus) e passou a ser o cavalo de Dane. Nicola era proibido de andar no cavalo.  Até que certa vez, com ciúme, Nicola assustou o cavalo, provocando a queda de seu irmão e em seguida sua morte. Nicola nunca se refez do trauma.

 Nicola sempre foi um garoto muito observador, nenhum detalhe lhe escapava . Depois da tragédia com seu irmão Nicola passou a ter flashes ele via imagens de todo tipo de coisa em sua mente, o que lhe era extremamente desconfortável e com o tempo ele passou a controlá-los. Certa vez os flashes lhe salvaram a vida: ele ficou preso debaixo d’agua e um flash lhe mostrou a onde havia uma bolha de ar e assim ele pode escapar.

 Sua dedicação aos estudos passou a ser incansável, sentia que tinha perdido tempo na infância. Ele estudava desde as primeiras luzes do dia até muito depois do sol ter se posto. Nicola não tinha aptidão para o desenho, logo não esperavam que ele chegasse muito longe. Ao terminar o colegial teve uma crise nervosa, os médicos chegaram a dizer que ele não viveria mais muito tempo. Nesse estado ele não tinha mais nada a fazer, então após Ler Innocents Abroad ele teve uma milagrosa melhora. Anos depois nos EUA ele encontraria o autor a quem agradeceria pessoalmente por ter-lhe salvo a vida, Samuel Clemens ou Mark Twain passou a ser um dos poucos amigos de Nicola Tesla.

Tesla ingressou na universidade e as adversidades voltaram a sua vida. Claramente antipatizado pelos professores (que se sentiam inferiorizados por ele) e sempre que Tesla tocava no assunto energia alternada, todos riam dele. Esse era o grande impasse da época, a energia contínua não podia ser transmitida a grandes distâncias e a energia alternada não podia ser usada em nada. Sempre que Tesla tentava falar sobre um possível motor de corrente alternada, era recebido com piadas. Se Thomas Edison achava isso impossível, não seria um croata desconhecido que conseguiria.  Mas Tesla sabia ser possível, tinha o projeto perfeito em sua mente, mas nunca teve a chance de executá-lo.

 O Pai de Nicola veio a falecer e Tesla teve que deixar a Faculdade por falta de recursos, junto a isso ele teve outra crise e foi hospitalizado, mas dessa vez ele foi acometido uma “doença” misteriosa. Seus sentido já aguçados se tornaram hipersensíveis, os pés de sua cama tinham quer ser calçados com borrachas, pois uma pessoa passando no corredor lhe parecia um terremoto e um relógio produzia um som ensurdecedor. Depois disso Tesla jamais voltaria a ser como antes, ele passou a ter um comportamento compulsivo desde então.

um postal meu em homenagem ao Tesla. e ao Farad.

um postal meu em homenagem ao Tesla. e ao Farad.

Evitava ser tocado e apertar mãos por causa da hipersensibilidade, levou muito tempo até que ele voltasse a tomar sol, ele passou a ter uma obsessão pelo número 3, todas as suas rotinas eram números divisíveis por três. Por exemplo, amarrar um sapato era demorado por ele desfazer e fazer tudo de novo até chegar ao número desejado. O seu numero favorito era o 27. Fora da faculdade seu primeiro emprego foi na companhia de telégrafo, mas não havia desistido de seus objetivos. Alguns anos mais tarde conseguiu emprego na companhia Continental Edison e dois anos depois ele estaria viajando para Nova York para conhecer seu ídolo, mas o ídolo não era o que ele esperava. ”

Texto do farad…. contua em breeveeeeee!