Archive for junho \28\UTC 2009

cousas da universitária

junho 28, 2009

Acabei de ouvir no programa Brasileirinho que existe um bar no Benfica chamado Buraco do Reitor.

ekgnmklaerngklaernklgnaerkgnakerngkae

http://www.radiouniversitariafm.com.br/

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o Hope

junho 27, 2009

A minha Cidade Solar tem um navio fantasma.

Se chama Mara Hope.

Hope é esperança, em inglês.

De longe ele é preto, mas de perto ele é vermelho-velho. Ferrugem, cobre podre.

A ferrugem encrespou toda a superfície com agulhas de tétano.

Tem que tomar muito cuidado com os pés, lá.

Até porque há de se imaginar que quem chega até ele está descalço,

veio atravessando um pedaço do mar,

então pra quê calçados?

Tem gente que foi à tardinha e por lá anoiteceu.

Viu a lua e a cidade do navio naufragado. Até ficou pra dormir.

(como é que dorme?)

Um navio naufragado pra sempre bem em frente à sua vista mais bonita.

Um navio naufragado pra sempre bem em frente à sua vista mais bonita.

Como qualquer criança residente em Fortaleza, que repara no mar, um dia se nota aquela coisa grande, preta e parada no meio do litoral. Alguém me disse que era um navio. Acho que foi minha mãe. Aí depois eu gazeava aula na Ponte e me confirmaram. Mas aquilo num parece em nada um navio. Primeiro porque fica parado. Imóvel. Depois porque é grande e preto (e só a metade ta lá).

Quando eu trabalhei na Estação de Praticagem falando com os navios, ouvi de um dos práticos a história do Mara Hope. Além de ter sido uma narrativa puramente técnica, ele fechou com uma: “Num país sério, ele não ficaria ali. Aquilo é lixo. Lixo no mar.” Fiquei pensando. Numa cidade em que um de seus hinos fala que “Eu sou da nata do lixo, eu sou do luxo da aldeia, sou do Ceará” (Ednardo)… Tá tudo mais que certo, então.

desenho do vítor. que também gosta do ednardo.

desenho do vítor. que também gosta do ednardo.

http://www.blogzdovitor.blogspot.com/

Esse é do Vítor Batista, um dos maiores desenhistas da Cidade Solar (e com quem estou bolando uma série de cartões de visita eróticos chamada Kaminha Sutra). E concordo com ele. Prefiro apreciar o Mara Hope de longe. Morro de medo de ir lá. E quero muito que ele lá permaneça.

 

http://www.brasilmergulho.com.br/port/naufragios/artigos/2005/018.shtml

Lê esse artigo do Marcos Davis, que é mergulhador e já foi lá mais de uma vez. Que coisa mais linda.

 

http://www.youtube.com/watch?v=X5YvJvScQuc

Aqui uns gaiatos colocaram Paralamas só de deboche. Minha cena preferida é aos 3:40 segundos.

Tesla rules – parte 4 de 6

junho 27, 2009

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

“Em 1891 Tesla inventou uma bobina que recebeu seu nome e é seu invento mais popular. Ela pode ser feita em casa de tão simples e é a base que torna possível o rádio, televisão, automóveis, etc. (1) Também era por meio dela que ele queria implementar a energia sem fios de graça. Nas exibições de seu invento Tesla era mais visto como um ilusionista do que como um cientista. Raios azulados cruzando o ar, lâmpadas acendendo em sua mão à distância… O público via a tudo como a um grande show sem entender nada. Mas realizar seu sonho não seria nada fácil, Edison trabalhava ativamente tentando incutir medo nas pessoas sobre a corrente alternada, fazendo eletrocuções públicas de animais. (2)

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

 Os conceitos de Tesla funcionavam e funcionam até hoje, mas para a eletricidade chegar ao mundo todo ele precisava trabalhar numa escala maior. O que começou a ser problemático e perigoso. Certa vez policiais invadiram seu laboratório em Manhattan ordenando que desligasse as máquinas, pois o chão tremia a 3 quarteirões dali. (3) O Advogado que o defendeu sugeriu um lugar em Colorado, para onde ele mudou o laboratório. Agora havia grandes placas “Mantenha distância – Grande Perigo”. A população vizinha observava a distância com grande ansiedade e aflição. Tesla, ajudado por um amigo engenheiro, construiu uma torre de 27 metros que serviria aos testes e os efeitos eram muitos e assustadores: lâmpadas que acendia sozinhas nas casas a quilômetros dali, faíscas saindo do chão e tocando o pé das pessoas enquanto caminhavam, névoa verde… e ele só estava sintonizando o aparelho, não o tinha ligado na força principal. (4)

Em 1899 ele ligou tudo no máximo pela primeira e última vez, produzindo o que depois foi chamado de Crescente Ressonante (5), um evento global que produziu a maior descarga elétrica da história da Terra. Depois de viajar o globo e voltar, a energia formou um pilar de raios (6) que iluminou o céu naquele dia, trovões como nunca ouvidos antes foram escutados por 33 km partindo da origem. Tesla havia colocado eletricidade demais no experimento, achando que o efeito ressonante seria limitado, mas na verdade ele havia esbarrado com uma fonte de energia ilimitada e corrente de retorno foi tão grande que o gerador pegou fogo (7).

 Tesla ficou animado com o acontecimento quase apocalíptico, mas seus apoiadores, não. Ele parou de receber eletricidade de graça, entre outras coisas. Desesperado por apoio, Tesla foi a Nova York, mas a idéia de energia de graça obviamente não era comercial. Tesla propôs que usassem o sistema dele como comunicação global, que dessem a energia e cobrassem sobre a comunicação, seria a ancestral da internet, um telegrafo mundial sem fio (8). Com muita relutância, JP Morgan (ele havia sido o principal financiador do Edison), que era o homem mais rico do mundo, comprou a idéia, mas quando ficou claro que o que Tesla queria era dar energia de graça ao mundo, Morgan se retirou imediatamente.”

 

  1. Podemos fazer em casa máquinas de teletransporte com elas?
  2. Edison deve arder no fogo do inferno até agora.
  3. Imagina se o Tesla tivesse uma banda punk?
  4. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  5. Eu desejo uma Crescente Ressonante no coração de cada um de vocês que lêem isso. E que sobrevivam.
  6. Um pilar de raios. Um pilar de raios. Certo. Ok
  7. Só o gerador?
  8. Os vanguardistas sempre sofrem um pouco

novos ofícios

junho 21, 2009
- buuuuuuuuu! - e elas adoram.

- buuuuuuuuu! - e elas adoram.

Como seria o nome dessa profissão? Aliás, isso não é profissão, isso é freela, bico, etc. Isso aí de se meter dentrode uma armação imensa e flexível, seja de personagem de turma da Mônica (que cruzam a beira-mar Toda Noite anos a fio naquele trenzinho), seja em aniversários, seja em supermercados… E poder fazer toda e qualquer cara lá dentroenquanto trabalha e ver crianças correndo nas duas direções

1. ao seu encontro, encantadas.

2. na direção oposta, aos gritos de horror.

3. indo e vindo, entre terror e curiosidade alegre – a melhor opção.

 

?

 

ps: flagra nas escadas do Extra Montese.

para mergulhos mais profundos

junho 17, 2009

– ah, minha filha, ele não quer mais os pés que eu fiz com taaaanto amor…

– ?!

– quer não… fiz com tanto carinho os pezins do meu filhim… e agora ele não quer mais…

– ?!!?

– ééééé!.. só quer saber duns pés novos aí.

djérmanis mui felixxx

djérmanis mui felixxx

combustão humana espontânea

junho 8, 2009

“Corpos que pegam fogo, sem que nenhuma ação externa provoque essa combustão e curiosamente, somente o corpo da pessoa queima, ficando as vestes intactas. Joana de  Angelis, pelo Divaldo P Franco, afirma ser esses espíritos, ex-inquisidores, incendiários das pessoas que não professavam a religião oficial ou tinham qualquer dom diferente do normal, o normal na época era o conceito arcaico da cultura e dos costumes parciais, preconceituados nos interesses dos dirigentes civis e religiosos os mandatários inaltorizados de Deus.

 A psicologia explica as neuroses dos seres que sentem prazer de alguma forma em ferir ou provocar dor no outro, extasiando os limites da morbidez sexual, como forma de satisfação das aberrações provocadas por desvios de conduta. Porque pegar fogo, auto incendiar-se, mesmo contra vontade? (1)

Tudo tem um porque (2), temos que conscientizar-nos de que nada acontece por acaso (3), as disposições contrarias surgem por falta de conhecimentos. Os fatos analisados pela ciência não tem explicação convincente, mas diante da Ciência Espírita, podemos justificar os acontecimentos, pela lei da reencarnação, inserindo as intenções da experiência, na infalível Lei de Causa e Efeito, encontrada na literatura religiosa de que, cada um é o resultado do que semeou, cada qual colhe o que plantou (4).

 Se o individuo botou fogo em um ser humano (5), a lei espiritual sincroniza sua freqüência vibratória, demarcando sua sintonia com os acontecimentos relativos a essa ação e que na primeira oportunidade de sofrer na pele o que afetou o próximo, estará incluso como personagem, na ação das tragédias e acidentes que tanto afetam a sensibilidade e o julgamento das pessoas.”  

(texto tirado sei-lá-de-onde-da-internet)

(1)     porque, Jizuzzzz??!

(2)     Porque Jizuzzzz??!! – 2.

(3)     Muito menos um fogaréu transbordante nas tubulações internas.

(4)     Isso não vale só no campo religioso.

(5)     Existem mil maneiras de fazer isso. Eu só agradeço a que foi usada com minha pessoa.

em homenagem a Mrs. Dalloway, um close na parte invisíveldos internismos. horas antes da festa começar.

em homenagem a Mrs. Dalloway, um close na parte invisíveldos internismos. horas antes da festa começar.

Tesla rules – parte 3

junho 7, 2009

obs: A coisa mais chata de blogs é que quem entra lê as coisas de trás pra frente. As outras 2 partes da história que o Farad está contando sobre nosso já idolatrado Tesla tá lá atrás. Ponho aqui mais uma parte (faltam mais umas 3) com meus comentários numerados no fim. (devia ter feito isso desde o começo).

 

 

“Dizem que o encontro aconteceu assim. Provavelmente ansioso por mostrar seu valor, Tesla disse ser capaz de melhorar a eficiência dos dínamos de Edison em 25% em 60 dias, Edison teria rido e disse que se ele fizesse isso lhe pagaria 50mil dólares, o que em dólares de hoje seriam uma soma espetacular(1). Tesla trabalhou virtualmente sem paradas, cumprindo o prometido, mas Edison fazendo pouco caso disse que estava brincando, quando perguntado pelo dinheiro. Furioso Tesla demitiu-se na mesma hora.(2)

 Porém em seguida Tesla foi abordado por investidores querendo produzir um tipo de lâmpada que ele teria, nasce a companhia Eletrica Tesla (3), a primeira de muitas que teriam seu nome, porém essa empresa não gerou retorno, pelo contrário, ele perdeu a patente da Lâmpada de arco e não teve apoio para o seu projeto de corrente alternada.

 Depois disso Tesla se viu obrigado a fazer trabalhos que pagavam um dólar por dia para sobreviver. Ele planejou se matar a meia noite tal como ele havia nascido, no seu trigésimo aniversário (olha o número 3, ele queria um número redondo) e antes que isso acontecesse o Dono da Western Onion, não se sabe por que (4), resolveu dar uma nova chance ao gênio, deu lhe um laboratório e a chance de pesquisar o que quisesse. Tesla pode finalmente montar seu alternador depois de tantos anos engavetado na sua mente, e este funcionava exatamente como devia. Em pouco tempo Tesla se tornou a sensação mundial.

 O próximo passo foi derrotar o rival Thomas Edison e George Westinghouse (5) foi quem fez isso possível. O trio então formado ganhou a concorrência para a hidrelétrica de Niágara Falls(6), a primeira no mundo. Edison estava concorrendo, mas sua proposta com corrente contínua custava o dobro. A eletricidade produzida em Niagara chegava até 3km de distância da origem, algo inimaginável  como corrente contínua. Logo o mundo inteiro teria acesso a eletricidade, e não só os muito ricos, era uma revolução. Mas para Tesla , não estava nem perto. Ele sabia que mesmo com a corrente alternada a eletricidade seria restrita as linhas de transmissão e essas possuíam e possuem limitações técnicas muito grandes. Ele queria mais, ele queria eletricidade para todos, de graça e sem fios (7).”

Meus comentários:

(1)adorei o “soma espetacular”. por mim podia ser até
os 2 reais do post anterior, era só chegar na hora certa.
(2)devia ter soltado uns raios no bigode desse Thomas ae.
(3)tenha medo.
(4) medo de levar uns raios.
(5) marca da geladeira do meu avô, que é de 1940 e funciona
até hoje lá no Icaraí. mérito do meu avô, claro.
(6) já estive em Niagara Falls num passeio de barco até perto
de onde as águas caem. parecia um grande toró como os que temos
tido aqui, com o agravante de a água vir de todos os lados e a
gente ter que gritar pra ser ouvido por alguém a centímetros de você.
não, não foi uma experiência legal. morri de medo.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

(7) era um Cid Gomes!

opúsculo

junho 7, 2009

me empreste uma pepita de ouro
dessas suas aí
aí da sua mina
muito particular

levarei pra minha casa
andarei com ela na bolsa
ficarei mais rica

e depois te devolvo