CAVALICES & CAVALHEIRISMOS no Benfica

Fui ao banheiro, não tinha papel. Da segunda vez pedi ao garçom que passava e fiquei esperando na porta. Como ele nunca veio, fui até o balcão, onde ele proseava com uma senhora de touca de cozinheira na cabeça. Nem aí.

– Oi. O papel.

– Ah!

Ele foi pegar e me estendeu o rolo de papel higiênico e soltou a pérola da noite, algo que eu nunca na vida sonhava ouvir, uma frase que fez estalar alguma coisa no meu cérebro (e na mesa a gente falava sobre instintos animais, teria sido isso, hein?), uma frase tão incrivelmente construída que é difícil crer que saiu assim, plincs, do nada, de graça. É, porque ele podia ter dito isso pra qualquer menina que fosse lá pedir o papel higiênico. Ele meio que falou rindo. Divertido consigo mesmo, satisfeito. Bem à vontade. Ele podia falar pra qualquer menina, mas não pra mim. Nunquinha.

 – Tá aqui. Ó, aproveita que ele é rosa e perfumado pra esfregar direitim.

 Pronto. Lascou-se.

Catei o papel e fui demais pro banheiro. Esse cara não tinha idéia. Eu não tinha idéia. Eu tinha idéia sim. Fazer xixi decentemente. Sem pressa, sem atropelo. E, durante, a outra idéia veio vindo. Na voz baixinha da Fernanda-Punk. Sorri muito. OK, let´s go:

Execução número 1 – pagar a conta.

Execução número 2 – procurar o dono do bar – e o garçom.

Execução número 3 – barraco propriamente dito: falar alto pra tooodo mundo ouvir.

Execução número 4 – ir embora.

Agora era só pôr em Prática. (Mal sabia eu que a parte 4 ia ser a mais difícil).

Voltei pra mesa e comuniquei:

– Meu povo, aconteceu uma coisa e eu quero realmente pagar a conta AGORA e ir embora.

– ??!!

– Pois é, explico já. Pode ser?

E bem ligeiro juntamos os dinheiros e o povo o-que-foi o-que-foi e pedi pra esperarem que eu já voltava e cheguei no balcão onde estava o bendito garçom. Dei o dinheiro e perguntei:

– Quem é o Feitosa?

– Num tem mais Feitosa, é outro dono.

– E quem é o dono, quem é responsável pelo bar?

Me apontaram a senhora de touca de cozinheira na cabeça.

– Ok, é o seguinte. Como é seu nome, moço?

E o garçom:

– Lu.

– Lu. Tá. Se a senhora é a responsável por esse bar, tenha mais cuidado com os garçons que escolhe pra trabalhar nele. Eu sou uma cliente daqui e depois que pedi um papel higiênico pra ir ao banheiro ouvi desse rapaz aqui a frase: “Ó, APROVEITA QUE ELE É ROSA E PERFUMADO PRA ESFREGAR DIREITIM”

 Aí falei mais muuuuuuuuuuitas outras coisas e lembrava que não podia de jeito nenhum falar palavrão nessa hora, mas falava bem alto e pensava que tinha que falar não só alto, mas muito bem explicado e o cara:

– Desculpe aí, meu amor.

Aí lascou-se mais mais ainda:

– “AMOR” COISA NENHUMA, APRENDE A FALAR DIREITO, LU!! DIABEÍSSSO?

– Desculpe… senhora!

– Sinto muito, acho ÓTIMO você pedir desculpas, MUIITO MEEEEESMO, mas não vai dar pra lhe desculpar hoje porque estou MUITA PUUUUTA, desculpe aí o palavrão, mas olha só o que tu me falou, tu me deu um papel higiênico pra eu ESFREGAR DIREITIM?!!!??? Que RAIO DE JEITO DE FALAR É ESSE, LU??!!! Você quer QUE EU PENSE O QUÊ DE VOCÊ? Isso é o tipo de coisa que NUNCA PODE ACONTECER, ENTENDEU? TÁ FICANDO DOIDOOOOO???

– Certo, certo, entendi! Entendi!

– Tá. Era isso.

E caminhei pro carro e o povo tava notando e antes de entrar o garçom veio atrás de mim e parou no meio do bar e eu gritei (ai, é muito péssimo isso):

– LU!

– Opa!

– PENSE MUITO, MAS MUITO MESMO NO QUE EU TE FALEI. E QUE ISSO NÃO SE REPITA COM NINGUÉM QUE ESTÁ BEBENDO AQUI NESSE BAR. APRENDA A TER NOÇÃO E A FALAR COM AS PESSOAS DIREITO. OUVIU?

– Senhora! Por favor, venha até aqui.

– VOU ATÉ AÍ UMA PINÓIA, FALE LOGO BEM ALTO PRA TODO MUNDO OUVIR E SABER O QUE TÁ ACONTECENDO, OURA BOLAS.

Aí o Farad apontou o carro e abri e ele entrou do outro lado e lá vem a senhorinha de touca. Baixo o vidro e ela, ao lado do garçom:

– Moça, moça, calma, fique calma, deixe EU falar com você, assim numa conversa de mulher pra mulher…

Aí eu comecei a rir loucamente.

– O QUE?!!! QUE NEGÓCIO É ESSE DE MULHER PRA MULHER, MINHA SENHORA? SOMOS DUAS PESSOAS CONVERSANDO! E ELE TEM QUE APRENDER A FALAR!!

– Certo, certo, minha filha, desculpe aí o que aconteceu, mas é que…. Tá faltando 2 reais da conta.

Aí que não prestou mesmo.

– HÃ??????!!!!!!!!!! – eu ria ainda mais e não conseguia verbalizar o absurdo da situação. Ela tinha era que me indenizaaaaaaaar! O garçom era que tinha que me pagar o que quer que fosse! Pena que num deu pra eu dizer isso, eu ria muito. Aí agradeço aqui à presença de espírito (número 1) do Farad ao sacar 2 reais e estender pra mulher e dizer:

– Pronto, pronto, tudo certo, Fernanda, vamos embora…

E dei a partida e meti uma ré………………e……………….. PLÃN!

Derrubei uma moto que tava estacionada atrás do carro.

 (soltei um palavrão que num sei qual foi. mais umas gargalhadas. e um suspiro.)

– OK, Farad, perainda.

Desci do carro muito puta, querendo rir e rindo e perguntei bem alto:

– DE QUEM É ESSA BENDITA MOTOCA AQUI?

Aí lá vem um garoto de no máximo 18, 19 anos, muuuuito sobressaltado (com razão).

– Minha…

– Tá. Fi, tente levantar aí e dê a partida pra ver se tá funcionando.

Ele levantou a moto. O bar todo olhava. O garçom olhava. Eu olhava a moto. E lembrava que foi assim que minha mãe me ensinou: bateu?azar,assuma. E ele tentou dar a partida a primeira vez e nada. A segunda vez e nada. Aí agradeço aqui alguém que não sei o nome, um rapaz que não conheço e saiu lá da mesa dele e disse:

– Fernanda, algum problema aí? Quer ajuda?

Agradeço deveras a este simpático desconhecido e ao silêncio que reinava no bar, ninguém dava um pio. Nem o garçom. (Ou era eu que tava surda de ódio?). Aí vem a incrível presença de espírito (número 2) do Farad, meu amigo meio-cientista:

– Olha, talvez na queda alguma coisa da engrenagem de num sei que – nunca entendo direito quando ele explica das geringonças – … mas se pôr em movimento ela pega. Tenta aí.

Afe! E lá foi ele e o menino pro meio da rua e chega o Chacal, amigo do tal meninim e meu amigo dos tempos de vinholadas no CH da Uece:

– Porra, Fernanda, que bicho otário (o garçom), mas vamo ver aí se pega e tals.

Eu ria. Ainda. E…………..PLINCS a moto voltou a funcionaaaaar! Uhuuuuu festa, vibração do povo e fui lá falar com o meninim.

– Tudo certo? Veja aí. Tenha certeza.

E ele e o Farad me asseguraram que sim. E me desculpei de novo por ter derrubado a moto e ele, não, não, tudo bem, tudo certo, pode ficar tranqüila e disse:

– Ó, mas tem uma coisa. Disso aí que aconteceu. É foda, cara, o atendimento aqui é mó paia mesmo, mas vê aí o tanto de gente que tem sentada nesse bar…

Olhei. É tinha até gente. (Olhando pra gente)

– Sei lá, tu falou, reclamou, massa, mas o povo pensa, e aí, se a gente num agüentar, onde é que a gente vai beber?

– O QUE????????? TÁ DOOOIDO??!! Mansh, tu tá no BENFICA! Tu sabe quantos bares tem nesse bairro? Eu tô indo e num volto nem a pau e nunca mais, não acredito que as pessoas sejam burras o suficiente pra ficar aqui ou ainda vir aqui depois de tudo isso! Nãr! Adeus! Desculpe aí de novo o mau-jeito. Vamo nessa Farad.

E o Farad:

– Cuidado só com essa moto aí da frente.

 

Fim de história.

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Ps1:escrevo essa história doida aqui pra gente pensar na vida assim, meio junto-separado. Eu acredito demais na educação. Eu tenho um mote que é assim: “È PRECISO APRENDER A FALAR COM ESTRANHOS”. Seguro a Bia no colo (ela tem 8 meses incompletos) e digo à ela, bem baixinho: esse lugar onde você veio nascer é muuuito estranho. Convivência é o maior desafio, a maior arte.  O Benfica é minhas áreas dentro dessa Cidade Solar e não arredo o pé, não importa o que diacho aconteça. (E já aconteceu muita cousa troncha). Eu trabalho com educação, escolhi isso pra minha vida. Não separo vida e trabalho. Admiro muitíssimo o método ULTRAVIOLENCE, como no Kubrick. Mas num resolve muito. Tem que ser no verbo. As pessoas mudam. Bares passam. A gente fica.

 

 

Ps2: Existem 3 bares principais ali no Benfica. O Cantinho Acadêmico, o Feitosa e o Assis. O primeiro foi palco de muito arranca-rabo no que tange preconceito, mas o território é tão ótimo e precioso (av.13 de maio em frente à praça da Gentilândia) que dali ninguém arreda o pé meeesmo. Tenho uma história longa com o Cantinho Acadêmico, fica pra outra vez. Podemos dizer que EDUCAMOS (falo eu e todos, institucionalizados como o Grab e a Prefeitura ou não, pessoas que conseguem explicar pro Pereira que ele vacilava muito) a gerência do Cantinho Acadêmico. Os garçons mudaram, são todos gentlemen, aperto a mão de quase todos. Um dos donos é legal, o outro, o Pereira ainda precisa de vezemquando duns chega-pra-lá. O terceiro bar é o Assis, eu não conheço muito, mas a fama de péssimo atendimento é mais por ele ser naturalmente rabugento com todo mundo mesmo, acho. Virou folclore. Foi reformado agora e colocaram um piano de parede que não funciona. Adoro. Já fui com Flávia e Anna K e Beth e Jaína e foi muito legal. Foi no segundo, que se chamava Feitosa e descobrimos no cardápio seboso que mudou de nome, agora é Benfica´s Bar (arrgh). Então mudou de dono, também. E, espero, mude de dono ou vá à falência muito em breve.

 

Ps3: toda terça depois da Lua (www.fotolog.com/literaturadelua) a gente vai pro Cantinho Acadêmico. Porque diabos a gente resolveu mudar de bar, mesmo, hein, Estácio?

 

Ps4:

fernanda diz:

ergnaerngknerkgnçjkaernkjgnaerjngae

 

Estácio diz:

podia ter sido pior, né ?

 

fernanda diz:

ah podia

 

Estácio diz:

combustão espontânea

 

 ps5: conversa “de mulher-pra-mulher” pra mim é cantada. Da Marisa.

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20 Respostas to “CAVALICES & CAVALHEIRISMOS no Benfica”

  1. Lena Says:

    Fernanda Meireles explodindo é como um eclipse, demora mais acontece. Tão raro que eu mesma nunca vi, só ouvi falar. Tão incrível que todo mundo para pra ver o estranho fenômeno e depois um monte de gente continua comentando e achando muita graça.

  2. Klycia Says:

    Há mais bares no Benfica do que suspeita a nossa vã filosofia… Pitombeira, Goiabeiras (são vizinhos), Pedrinho, Seu Nonato (homem sério e bar pra poucos), Seu Chaguinha e a vizinhança (melhor horário: pela manhã de sábado), Rei do espetinho (um pouco fora do circuito, mas é uma opção)… Fora os bares já citados…

    Eu gosto do Assis, gosto do Assis, acho um cara legal e comigo é sempre muito gente boa.

    Quanto ao bar novo, ainda não conheço, sem tempo e depois dessa, sem menos tempo ainda…

    Pelo menos a história virou um “causo”…

    bjs

  3. aspásia Says:

    geeeeeeeeeeente!!!

    tô boba fernanda!

  4. Mônica Says:

    Onde será que vende ferradura pra esse garçon de pé redondo?!

  5. Farad Says:

    Para quem quiser saber a moto não pegou porque ao cai de rodas para o ar, entrou ar na mangueira de combustível. Parece quebrante mas não é. E nem ela ficou tímida por que estava todo mundo olhando em suspense, bem , talvez um pouquinho.

    A combustão espontânea só parece espontânea, sem pânico, sem pânico povo.

    Aquele rapaz acho que só queria aparecer, e aparecer é facil, mas fazer boa figura … Isso ai acontecido. como diz a Fernanda, foi TRONXO.

  6. Marjorie Nepomuceno Says:

    Mulheeer… vc é mel. Quer casar comigo? Não acredito!!!

  7. João Miguel Says:

    Fernanda… auheai Não sei se deveria rir ou só ficar indignado, mas só posso rir indignado. Talvez seja igual a rir depois da mulher ir atrás de 2 reais!
    Gostei do que cê falou no final sobre educação – bonito mesmo. E admiro sua coragem -não é essa a palavra; talvez seja “determinação”- de se colocar na situação.
    O negócio é também experimentar os bares do Benfica, essa sua “área dominada” 😛 Klycia deu umas sugestões interessantes. Até eu vou sair por aí pra experimentar alguns.

  8. thais monteiro Says:

    ai, fernanda, vc é uma flor de candura, pq eu se tivesse num dia meio coisado, “aproveitaria q o papel era roseo e perfumado e esfregaria bem esfregado” na face deste garçom imbecil e quereria ter uma dezena de rolos de papel roseo perfumados pra fazer um salga de rolos na cabeça dele! pq lá q tá precisando de esfregadinha, afinal de onde saiu a idéia de falar besteira assim, dessa espécie? sairia dizendo q ia no meu terreiro (q terreiro?) amarrar um negóço pra esse bar quebrar em banda, rogaria umas pragas, e ainda talvez ficaria instigada para novas experiências civis! Como não pagar a conta e continuaria pedindo cerveja até o juizado de pequenas causas chegar pra saber no q q ia dar. propor uns acordos-micos e tal, né? enfim… só num dia de muita benevolência eu só daria um escãndalo tipo este. com passo à passo.e não pronunciaria nem q me pagassem o seu nome! ouh caba sem-futuro, ouh dona de bar sem moral! Dá vontade de ter a desventura de ser atendida por ele só pra dizer q ele é o famoso L… (me recuso, por enquanto) q tem costume de mandar as meninas q andam no bar esfregar a vagina no banheiro q nos outros bares tão comentando. Seria bom mesmo é q a gente não precisasse ter esta energia toda dedicada á esse tipo de cavalice. tanta q a gente gasta e pode gastar com gente boa fazendo coisas legais.

  9. thais monteiro Says:

    gostaria de homenagear meu garçom predileto, o cheveirinho do pagode da mocinha e tb o shubert, do shubert express, q nao é propriamente um garçom, mas um garçom-proprietário-cozinheiro. os dois adoram servir e ser gentis e gostam q as pessoas se sintam bem e benvindas nas suas áreas.

  10. N.Lym Says:

    Querida xará…

    Admira-me a tua educação. Não sei se eu teria ficado só no grito. No mínimo tinha arrebentado uma cadeira na cabeça dele… Tenho nojo de animais que não sabem utilizar Português com boa finalidade, como – óbvio – não foi o caso desse… jumento. “Garçom” é profissão exercida por pessoas, não por animais acéfalos e de quatro patas… ¬¬ Impossível, a meu ver, classificar uma criatura dessa de “gente”/”pessoa”…

  11. Carlos Says:

    Cara, assim;

    Se tivessem me contado do causo eu não teria acreditado, quase nem acredito aqui lendo. Não do garçom, por que se essa dele tivesse sido para um homem ou pra outra garota eu acharia bem normal, mas já pra Fernanda… Aí são outros quinhentos mil. Mas sim quase não acredito da Fernanda Punk aí que ainda não vi em ação.

    De todas as formas… Passa aqui no meu blog, escrevendo sobre você, sobre aqui, lembrando de coisas 😀

  12. Débora Medeiros Says:

    Ah, se todos tivessem essa sua coragem, Fernanda, com certeza haveria menos mal educados no mundo, viu? O negócio é que esses cavalos falam o que querem e os alvos deles, com medo de dar vexame, não fazem esse povo ouvir o que não quer! Tem horas que um barraco é mais que necessário! Num instante, se ajeitam.

    Nunca gostei muito do Feitosa, muito hypado pra mim… Depois dessa, aí é que não gosto mesmo! Atualmente, minha casa etílica é o Assis, clima tão legal quanto o do Cantinho, só que com preços melhores. Recomendo ;D Qualquer dia, tu devia ir com a gente, ó! Eu, Robs, Yuri e mais pessoinhas tamos indo quase toda semana.

  13. Lucas C. Says:

    Muito engraçado !
    Realmente, falta de educação… faz falta (?) ! =P

  14. Ale Guerra Says:

    vc é muito cômica fernanda.. rsss

  15. henrique dídimo Says:

    caramba!!!

    esse mesmo garçom foi super-chato comigo outra noite dessas. fui lá tb sem opção, tipo fim de noite, com eveltana, karina e amigos. como eu não bebo, mas gosto de andar em bares com os amigos, fui pedir uma bebida sem álcool. o cara já começou a zoar quando trouxe a água de coco. tudo que eu perguntava, ele vinha com uma gracinha. daí, perguntei se tinha coca zero. e o cara veio com essa: “quer que eu conte quantas calorias tem em cada refrigerante?”, pra ver se me constrangia. eu fui calmamente ao balcão e soltei tb, bem alto: “coca zero, não, mas garçon zero tem!!!”. aí fui ensinar a ele à dona do bar: “cara, você oferece o cardápio pro cliente, explica o que tem, as opções..”, bem didático pra encher o saco mesmo. a dona depois veio na mesa, preocupada, mas ficamos com medo dela despedir o garçom por causa disso e aliviamos. depois dessa com a fernanda, vi que ele poderia até ser humorista de churrascaria decadente (no ceará tem disso), mas não foi feito pra ser garçom.

  16. POETA DE MEIA-TIGELA Says:

    Fernanda, abraços. Melhor mesmo é transferir-se para o Assis. Ele não é exatamente um Francisco, é fechadão, mas por isso mesmo não ofende nem morde. E se você se aventurar a trocar umas palavrinhas, capaz de ganhar até um sorriso (de canto de boca, mas sorriso). Quanto ao cantinho Acadêmico, deixei de frequentá-lo depois que vi um dos donos (acho que o tal Pereira) enxotando uma pedinte… com uma cadeira! Também me indignei, disse que aquilo não se fazia, e ouvi a seguinte explicação: “faço de tudo para meus clientes não serem incomodados”; acho um grande princípio, e isso muito me agradaria não fora pelo fato de que me incomodava vê-lo tratando assim uma pessoa… Palavras ao vento. Não sei se a pedinte voltou ao C.A, mas eu prometi – isso há mais de um ano – não voltar e não voltei. Agora o Feitosa bem que podia voltar…

  17. estácio. Says:

    quebra tudo, fernandaaaaa !

  18. Josy Maria Says:

    Valhaminossasinhoura! Não sei se ria ou se chorava… Que episódio, Fernandinha! e eu nem tava lá pra ligar no final sabendo se chegou bem! humpt! kkkk Muito foda. rsrsrs

  19. lua Says:

    do jeito que sou mole, eu teria chorado. mas meu lado bruto teria levado o papel higiênico molhando de água e esfarelado na frente dele dizendo: pronto! do jeito que vc pediu.

    quanto a de mulher pra mulher, so lembrei do zine marisa. rs

  20. Naiane Andrade Says:

    isso poderia virar uma cena.

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