turista de domingo

E Sofie ressurgiu das cinzas! Esteve doente, vai ver foi um arroz de quixá em seu organismo de dinamarquesa curiosa. Depois que nos despedimos de todo o povo ótimo da oficina – ai que dor – pronto, minha missão oficial em São Luís estava cumprida. Mas continuava COMprida e assim foi o sábado: eu e Sofie desbravamos boa parte da cidade à pé. Andamos a tarde inteirinha, fomos bater na praça Gonçalves Dias – que me foi tão bem recomendada por Roberta Sílvia Félix – e lá nos esticamos num banco com vista pro Rio Anil conversando sobre tudo debaixo do sol. Até descobri uma simpatia tronca de minha colega, em paralelo à minha por hidrantes: antenas parabólicas.

sede, muita sede.

sede, muita sede.

sofie e sua parabólica na tarde flamboyant.

sofie e sua parabólica na tarde flamboyant.

Era domingo e entramos em igrejas.

http://www.youtube.com/watch?v=gcOjUOkAijI&feature=channel

Chupamos picolés olhando as casas e súbitos blocos de pré-carnaval que cruzavam nosso caminho regados por uma mangueira de um pequeno carro de bombeiros. Tava quente mesmo. E cruzamos a rua da Viração, a rua do Alecrim. Batemos papo com mais gente, eu tava era gostando muito de São Luís. E foi quando, no meio do caminho apareceu uma casa de xérox todinha com os azulejos da cozinha da casa da minha mãe.

"casa é ilha", já dizia H.H.

"casa é ilha", já dizia H.H.

Demos uma pausa no passeio que foi retomado à noite. Mas a pilha tava acabando (assim como meu saco de contar essa viagem todinha). Reencontramos o Delano, o cara do chapéu estranho, que ganhou um zine do Laboratório. “Vocês vão pro reggae?” ele perguntava com umas ventosas nas mãos. Fica pra próxima! E no meio do papo, no meio da praça, uma menininha me puxa pela mão.

– Monique!

A filha da Dona Teresinha só tava dando um oi. Fui lá e me despedi delas. Espero encontrá-las de novo, de verdade. De que tamanho Monique vai estar? Sofie e eu acabamos a noite – e a viagem, já que ela estava indo embora também no dia seguinte pro Fórum em Belém – espiando um ótimo exemplo de homem ludovicense. No meio da chuva fina, enquanto todo mundo tentava se abrigar debaixo das fachadas dos casarões, este gentleman no meio da rua segurava alto uma mesa de plástico enquanto sua dama dançava, a salvo da chuva. Ele se molhava todo e sorria. Deve ter sido ótemo pra eles também.

uma bela cena pra ser a última.

uma bela cena pra ser a última.

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