uma oficina dentro da outra – fome!

diego fazendo um filme de helicóptero sobre a mini praia grande, lais e naiara.

diego fazendo um filme de helicóptero sobre a mini praia grande, laís e naiara.

        Fomos então pro Solar dos Vasconcelos deixar o material e depois almoçar. Lá é outro prédio histórico e foi o QG da organização durante todo o planejamento, hoje funciona como prédio público e é lá que fica o Salão de Maquetes, com toda a Praia Grande em miniaturas perfeitas. Tem um vídeo lá no you tube também, o povo me chamando pra ir almoçar e eu me passando e escorregando-quase-despencando degraus abaixo no Solar.

http://www.youtube.com/watch?v=An6zjLmbk8M&feature=channel_page

(aliás, a viagem toda está lá, ilustrada e se mexendo. Toda não, claro, mas algumas passagens merecedoras do registro.)

        Lá embaixo as oficinas de stencil e intervenção urbana se desenrolavam também. Um dos temas era o Guaraná Jesus, adorei!

        O povo ótimo e teenager e meio punks da organização me levou até o Museu Histórico e Artístico de São Luís, onde todo mundo almoçava. A fome e o resto da missão – fotocopiar tudo – não me deixou ver as coisas lá. Mas tudo bem. Eles se divertiam com meu assombro debaixo do sol, no meio da rua da cidade deles. Tinham paciência de Jó comigo e os hidrantes.

        Almoçamos juntos e bem ligeiro e foi no jardim do Museu que eu notei uma coisa. A oficina de zine estava na lista como auto-gestionada. E o mais curioso, estava acontecendo uma oficina dentro da outra. Sim, porque esse grupo que me escoltava pra tudo quanto era canto e com quem eu cruzava nas ruas várias vezes quando ficava lindamente à deriva estava pensando e tendo idéias e tendo VONTADE.

        – Ei. E se vocês fizessem um zine? O número dois desse de hoje de manhã.

        – Agora?

        – É, nesse tempinho entre o almoço e a ida na copiadora. Acho que dá tempo.

        Eles vibraram e toparam de pronto. (Bem que eu coloquei naquele postal: O ENTUSIASMO VALE MAIS QUE O DÓLAR.) Propus outro zine de bolso com 16 páginas falando dos bastidores do encontro, coisas que eles talvez não lembrariam daqui há 5 anos, comunicação, essa expectativa do Fórum Social Mundial e São luís.

         – Pode ser também como um ótimo cartão de visitas de vocês em Belém. E nele a gente põe nossos contatos. A gente tem cota de cópias pra isso, Diego?

         – A gente arruma!

         Punk rock total. E aproveitamos as mesas vagas do espaço/refeitório do museu e pra lá nos mudamos com as muitas mãos na obra. Ficamos lá nessa produção por umas duas horas e foi nesse tempo que consegui conversar com outros facilitadores do encontro. Pensei sobre os Lap Tops & Notebooks (parece nome de banda), esses fenômenos de nosso tempo. Tinham vários ligados com pequenos grupos fixos e flutuantes ao redor. Muito espontaneamente o povo acessava sites próprios e alheios para ilustrar conversas e pen drives rodavam a sala toda, num escambo de experiências que possibilitava uma troca muito ágil de material para ser lido e conhecido depois de tudo, depois que cada um tivesse ido pra casa. É, muita informação nova. Mas de um jeito bom, acompanhada de gente de carne e osso.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: