Archive for fevereiro \26\UTC 2009

aprendizagens mominas

fevereiro 26, 2009

existe o papo não-aderente

e o papo auto-colante

ato-colante, melhor ainda.

sou pelos mergulhos.

fevereiro 23, 2009

peixes-abissais

não só os submarinos.

e peixes abissais são sempre bem-vindos. mesmo os que não acendem.

turista de domingo

fevereiro 19, 2009

E Sofie ressurgiu das cinzas! Esteve doente, vai ver foi um arroz de quixá em seu organismo de dinamarquesa curiosa. Depois que nos despedimos de todo o povo ótimo da oficina – ai que dor – pronto, minha missão oficial em São Luís estava cumprida. Mas continuava COMprida e assim foi o sábado: eu e Sofie desbravamos boa parte da cidade à pé. Andamos a tarde inteirinha, fomos bater na praça Gonçalves Dias – que me foi tão bem recomendada por Roberta Sílvia Félix – e lá nos esticamos num banco com vista pro Rio Anil conversando sobre tudo debaixo do sol. Até descobri uma simpatia tronca de minha colega, em paralelo à minha por hidrantes: antenas parabólicas.

sede, muita sede.

sede, muita sede.

sofie e sua parabólica na tarde flamboyant.

sofie e sua parabólica na tarde flamboyant.

Era domingo e entramos em igrejas.

http://www.youtube.com/watch?v=gcOjUOkAijI&feature=channel

Chupamos picolés olhando as casas e súbitos blocos de pré-carnaval que cruzavam nosso caminho regados por uma mangueira de um pequeno carro de bombeiros. Tava quente mesmo. E cruzamos a rua da Viração, a rua do Alecrim. Batemos papo com mais gente, eu tava era gostando muito de São Luís. E foi quando, no meio do caminho apareceu uma casa de xérox todinha com os azulejos da cozinha da casa da minha mãe.

"casa é ilha", já dizia H.H.

"casa é ilha", já dizia H.H.

Demos uma pausa no passeio que foi retomado à noite. Mas a pilha tava acabando (assim como meu saco de contar essa viagem todinha). Reencontramos o Delano, o cara do chapéu estranho, que ganhou um zine do Laboratório. “Vocês vão pro reggae?” ele perguntava com umas ventosas nas mãos. Fica pra próxima! E no meio do papo, no meio da praça, uma menininha me puxa pela mão.

– Monique!

A filha da Dona Teresinha só tava dando um oi. Fui lá e me despedi delas. Espero encontrá-las de novo, de verdade. De que tamanho Monique vai estar? Sofie e eu acabamos a noite – e a viagem, já que ela estava indo embora também no dia seguinte pro Fórum em Belém – espiando um ótimo exemplo de homem ludovicense. No meio da chuva fina, enquanto todo mundo tentava se abrigar debaixo das fachadas dos casarões, este gentleman no meio da rua segurava alto uma mesa de plástico enquanto sua dama dançava, a salvo da chuva. Ele se molhava todo e sorria. Deve ter sido ótemo pra eles também.

uma bela cena pra ser a última.

uma bela cena pra ser a última.

oficina de zines – parte 3

fevereiro 18, 2009

Desci muito grogue para o café da manhã. No elevador pensei ter sonhado com uma rã. Com serpentes ludovicenses. Sei lá.

– Bom dia. Ela ficou na pracinha ali da frente, viu?

– Hã?

– A rã. Coloquei ela ali na pracinha.

– Ahhh! Obrigada, Luís – é, não tinha sido sonho.

ó o milvam ali!

ó o milvam ali!

dsc03305


Dessa vez fui de ônibus de ônibus, ligeirim. E dessa vez o salão da escola de música tava lotado de gente que se revezava montando os quase 500 zines (4 diferentes), conversando, trocando contatos e sendo entrevistada pela equipe do Milvam. Por entre solavancos e escorregadas, a oficina de zine tinha sido um sucesso. Tá tudo – ou quase – aqui (inclusive o escândalo que é o jardim principal da Escola de Música de dia):

http://www.youtube.com/watch?v=zdkWY5NqQdw&feature=channel

agora dava tempo de posar pra fotos decentemente.

agora dava tempo de posar pra fotos decentemente.

segunda noite na Praia Grande – parte 2

fevereiro 18, 2009

– Tem coisas que acabam e não é por isso que não deram certo. Aliás, o conceito de “dar certo” é um mistério.

Celso havia me levado pra jantar uma lasanha lá no Portas do Atlântico e me olhava comer enquanto conversávamos sobre movimentos estudantis, ongs, coletivos independentes e outros organismos muito vivos e formados por vários organismos vivos chamados PESSOAS. E que morrem, já que vivos. Sim, amadurecem, caducam e morrem. E, já que morto, porém antes vivo, deixam resíduos orgânicos muito férteis para o surgimento de outras cousas muito vivas. Eu estava lá naquele Laboratório de Mídias Livres de São Luís e sob meu nome na programação havia “Zine-se”. olhava longamente pra ele, de vez em quando. O Zine-se – esse encontro mensal de interessados em zines – fez 6 anos e parou. A Ong Zinco também parou na mesma época. E assim estamos desde então. É tudo tão lento, eu pensava enquanto comia minha lasanha. Tudo deixa vestígio, eu pensava enquanto me melava os dedos. Mas toda fome vale à pena. Celso entendia e me clareava as idéias. Depois que a gente traduz as cousas em signos – como numa conversa – tudo fica mais lógico. Aliás, falar serve pra isso, também: construir caminhos lógicos, quiçá iluminados para si e para os outros.

celso e os papos luminosos, mesmo sob luz difusa.

celso e os papos luminosos, mesmo sob luz difusa.

do lado direito, o mar.

do lado direito, o mar.

De lá perambulamos até reencontrar os amigos dele e decidiu-se o rumo do Bar do Porto, na rua do Trapiche, pertinho do mar. A chuva voltou e dessa vez com força, nos abrigamos na entrada do lugar. Lembrei da palavra Cafua. E da palavra Furna. Parecia mesmo uma caverna, uma toca, uma gruta estranha adaptada para se andar sem topar. Mas o teto era baixo e lá dentro o volume do reggae era alto, eu não estava com vontade de entrar. E tava bonito ver a chuva dali. E ali fiquei ainda numas cervejas repartidas com o povo até chinelar pra dentro de um táxi e ir pro hotel. Levando no bolso um pedaço de papel vagabundo como vale de outra cerveja em troca do troco que a moça do balcão não tinha.

Fechei a porta do quarto e já tinha tirado parte da roupa – pelo menos os óculos – quando vi algo se mexendo sobre a minha cama. Era pequeno, mas se eu consegui ver sem óculos, não era tão pequeno assim. E se mexia. Subia pelas paredes.

– CA-RA-LHOU, UMA RÃ!

Ela pareceu ouvir e confirmou dando um pulo pra outra parede. Fiquei sóbria em 2 segundos, agarrei o telefone e liguei:

lépida e fagueira.

lépida e fagueira.

– Recepção?

– Tem uma rã no meu quarto.

– Pois não, estamos subindo.

Imediatamente e com muita calma, a voz do cara. Ou isso acontecia sempre ou eles são muito ninjas, eu pensei. Eu estava hospedada no quinto andar do hotel, no lado “novo” de São Luís. Como diabos aquela rã foi parar ali?! Abri a porta para um rapaz armado com vassoura, detetizador (ô palavra troncha!) saco plástico e um sorriso sem graça.

– Tá ali, ó. Mas num precisa matar a bichinha não! Só tenta pegar ela e levar embora, certo?

– Pode deixar.

E quanto olé esse cara levou dessa rã enquanto eu esperava no corredor. Ele afastava a cama, o criado mudo, topava, o saco parecia estar furado, eu ria.

– Pronto, senhora Fernanda! Tá aqui a bicha. – e ergueu o saco no ar, muito vitorioso.

– Muito obrigada, Luís. – e dava passagem pros dois. – Isso já aconteceu antes?

– Não senhora.

– Ok. Boa noite.

– Boa noite.

ufa.

ufa.

o S-14 está lá.

fevereiro 15, 2009

outra pausa na narrativa ludivicense.

perguntei ao guarda portuário:

– moço, aquilo ali é a parte de cima de um submarino?!

– é sim. e embaixo está todo o resto dele.

– ?!   (aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa)

– não, não, brincadeira.

mas bastou.

praça amigos da marinha, em frente à entrada do porto do mucuripe.

praça amigos da marinha, em frente à entrada do porto do mucuripe.

um outro ângulo, por favor.

um outro ângulo, por favor.

não é todo dia que o absurdo na foto do cabeçalho de seu blog aparece na sua frente. cousas cousadas da cidade solar. érica, tira uma foto?

não é todo dia que o absurdo na foto do cabeçalho de seu blog aparece na sua frente. cousas cousadas da cidade solar. érica, tira uma foto?

segunda noite na Praia Grande – parte 1

fevereiro 9, 2009

– Dona Teresinha, se eu deixar minha mochila aqui com a senhora… – e ela já começou a rir.

– Vá, minha filha, vá. Daqui nada some, não, lhe garanto.

E fui. Tão bom andar sem bolsa. Ainda mais numa cidade nova. É impressionante a resistência que se tem sem jantar e andando e trabalhando e pensando e bebendo numa cidade que não é a sua. Eu tava cansada, mas não contava muito.

“Você não é daqui, né?”, “Você é de onde?”

As pessoas sempre acham que sou de outro canto. Não importa muito onde eu esteja. E em São Luís pude confirmar. “É, não sou daqui.” E assim me comportei. Não sou mesmo daqui, então compro uma cerveja e sento acolá e olho e bato foto. E olho as pessoas como se recém-chegada de outro continente. E sei que quando ficar chato pego um táxi e vou pro hotel dormir. Mas tava longe de ficar chato. Então a pergunta era quando minha pilha ia acabar. A banda tocava forró com tambores. O povo aqui dança bem facinho, notei de novo. E como adoro ver gente dançar, sentei ali e lá deleitei-me. Apareceu um que parecia um gato. Musculoso e negro quase azul, cheio de curvas. Pulou por cima do banco onde eu tava sentada sem o menor esforço, bem dizer outro passo de dança. Foi saudar alguém e juntos dançaram.

ele nem notou, lógico. tinha cousas mais importantes a fazer.

ele nem notou, lógico. tinha cousas mais importantes a fazer.

E vi mendigos dançando. Nunca vi mendigos dançando assim. Bêbados ou sóbrios, não importa. Tive um sonho erótico depois e isso foi muito troncho. Misturou o povo que vi dançando e a borboleta e o leão da Escola de Música e mais coisa. O hippie com ventosas. Era um cara que vi desde o primeiro dia. Na verdade eu vi primeiro o chapéu. Que diacho era aquilo? Eu não soube precisar de que material era feito o chapéu e foi isso – além da forma – que me invocou. Animal, vegetal ou mineral? Ele estava expondo cousas numa calçada e a parede atrás dele era muito branca, isso deu um efeito mais cousado. E as bohemias também, claro. Sentei num batente em frente, do outro lado da rua e lá fiquei.ele não estava só. Tinha outro cara, uma mulher muito magra e muito lépida e uma criança. “Claro, onde tem um hippie de verdade tem uma criança.” Alguém bocó me disse depois. Fiz um vídeo. Não está no you tube. Ficou longo e o youtube não aceita. Tudo bem, guardo pra mim. Trinta mil pessoas passando entre eu e ele e a câmera no meu colo. Aí ele notou. E eu notei que ele notou. Aí eu fiquei sem jeito. E passou. Ele ficou lá. Brincava com a criança, que vestia uma camisa de mangas compridas, talvez compridas demais. Resolvi. Terminei minha cerveja e atravessei a rua. Sorrimos enquanto eu ainda estava no meio da travessia. Estendi a mão.

– Você é linda.

– Eu te filmei.

– Eu sei.

– É… você tem e-mail?

– Claro…

– !!!

O nome dele era Delano. Sorte pra tu, Delano.

a menininha já não precisva das mangas compridas, iam ambora

a menininha já não precisva das mangas compridas, iam ambora

ah, e tinha um gatinho na história.

ah, e tinha um gatinho na história.

a serpente

fevereiro 8, 2009

Fome. Poderia voltar pro hotel e jantar. E descendo a Rua da Estrela a caminho do Renascer e palco e praça e muita gente e mudei de idéia. Troquei o jantar por uma cerveja e debaixo da barraquinha encontrei o Milvam, responsável pela oficina de vídeo. Havíamos conversado no almoço, ele e a turma cobriam as oficinas. Mas a nossa conversa foi longa e incluiu a Dona Teresinha, dona do ponto da cerveja. Contava pro Milvam o episódio da minha bolsa e ela ria gostoso. Foi dela que ouvi as lendas e muito da história de São Luís. A lenda da serpente é a mais famosa. Dizem que ela dorme embaixo/ao redor da ilha e é imensa. No dia em que ela tocar o próprio rabo a ilha afunda com tudo e todos. E aí eu bolava de rir do jeito que bolo de rir quando escuto uma COUSA ASSIM TÃO COUSADA E TÃO TRONCHA. Ainda mais recontada pela Dona Teresinha e afirmada veementemente pela Monique, filha dela de uns 8 anos.

– Foi! Lá no colégio eu ouvi isso. Mãe, a gente vai tudim afundar mesmo?

Meu povo, que terror. Imaginem uma serpente tão grande que arrodeia uma ilha. Uma serpente que dorme. Debaixo d´água. Será que ela ronca? Será que se remexe em dia de lançamento de foguete em Alcântara?

A propósito, Alcântara. Alcântara é uma ilha há menos de 1 hora de São Luís e metade dela é base militar americana há tempos. Sim, eles lançam cousas no céu, de lá. Laís e Naiara me disseram que dá pra ver, sim. Mesmo se for mentira, adorei a imagem. Cousas de metal subindo e desaparecendo nas nuvens ao som de tambores. Eu sei que no fim das contas acho ________, mas é uma bela imagem. E lembro, há um tempo atrás, do foguete brasileiro que subiu um pouco, desceu, caiu e explodiu. Eu não pude deixar de rir porque a cena na tv era muito ridícula e acho besta isso de querer conquistar o espaço. Mas sei que foi sério e gente morreu. Meu avô diz que os cientistas brasileiros foram sabotados pelos americanos. Lembro dos protestos nos corredores do CH da Uece. “Alcântara é nossa!” A outra parte de lá é de ruínas e comunidades quilombolas. Imagino uma coisa meio cidade fantasma e gosto. Existem apenas 3 taxistas em Alcântara, li no guia que comprei. A água encanada chegou há uns 30 anos, só. Queria muito ter ido lá, mas não deu tempo. E mesmo se tivesse dado, decidi que não quero ir só.

- ah, minha filha, isso vai demorar muito pra acontecer...!

- ah, minha filha, isso vai demorar muito pra acontecer...!

Escola de Música à noite

fevereiro 8, 2009

– Vamo lá pra Escola de Música? A galera tá lá na rádio.

Aceitei o convite do Diego e para lá rumamos, doidos pra começar a montar logo alguns zines. Lá, depois da minha oficina aconteceu a de rádio livre e o povo da Rádio Muda (que nome ótemo, põe no google, a história deles também é massa) estava finalmente transmitindo.

Começamos a montar os zines usando o piano como mesa outra vez. A chuva tinha voltado um pouco e um povo do encontro tava por lá abrigado, ouvindo música, lendo os zines, hablando, paquerando, fumando uns cigarrins e ouvindo música. Aquele lugar à noite foi responsável por boa parte de meus passamentos em São Luís. Olhava o lustre do teto aceso, os reflexos da luz amarela no piano – entre zines da Rádio Muda também – e imaginava quantas pessoas teriam passado por aquela sala, dentro de saias que arrastavam no chão e com muito mais camadas de roupas que nós. E reunidas em torno do som do piano. E nós ali, de todo canto do Brasil, reunidos em torno de uma rádio livre às vésperas do Fórum Social Mundial.

E foi quando tocou Cornershop. O tipo da banda que você escuta direto por 6 meses e sempre em situações boas ou tornando situações menos ruins e depois nunca mais na vida até que alguém te trás uma maravilha dessas de volta, por puro acaso. Sorri muito. E eu ainda não tinha nem descoberto o jardim/entrada principal daquele solar:

http://www.youtube.com/watch?v=hdn5-bLOS0o&feature=channel

não lembro seu nome, mas merci, dj!

não lembro seu nome, mas merci, dj!

tarde de chuva na ilha

fevereiro 8, 2009

naiara, láis e o guarda-chuva da joanita

naiara, láis e o guarda-chuva da joanita

Depois do almoço e com 2 originais de zines numa providencial pasta de plástico, nos abrigamos no batente de um casarão na Rua do Sol, bem debaixo da placa. Que ironia, a chuva nos enganava escurecendo o céu e fazendo parecer mais tarde. Pegamos um táxi até o Centro de Creatividade Odilo-alguma-coisa para pegar a autorização das cópias. Lá a professora Joanita me emprestou o guarda-chuva e Laís e Naiara me levaram até o mercado. Mercado de verdade, nada limpinho e tudo interessante. Garrafinhas e garrafonas de tiquira roxa penduradas por todo lado. E não era só o líquido doido engarrafado, tinha também carangueijos grandes, cobra e outros bichos que não soube dizer se eram do mar ou da terra. Frutas também, licores de todo tamanho, textura e pelagem.

Fumamos um cigarrim ali, um bêbado me ouviu dizer o nome Catarina Mina e parou:

– Essa aí é a nossa Xica da Silva! Botou foi quente naquela Ana Jansen! – aí seguiu em ziquezague. Fiquei pensando quando é que vou ouvir um bêbado se meter numa conversa pra opinar sobre figuras da história da minha cidade, Fortaleza. Talvez precisemos de mais uns 200 anos pra isso acontecer.

Foi também nesse passeio que as meninas me contaram a outra versão do paradeiro da minha bolsa. Na verdade alguém que a recebeu da mão do Bruno deixou mesmo do lado das coisas dele no museu e sumiram pra resolver outro problema. Aí o museu fechou e um muito abençoado guarda as colocou numa sala e se foi.

– Quer dizer que durante toda a noite ninguém sabia onde ela estava?

– Isso.

– !!! – Cristo rei. Muito sábio, o Celso. Do que me adiantaria saber disso? Ninja. Ainda bem que não me contaram. Amém.

Enquanto o Diego ia tirar cópias lá na Duplicar eu achei um sebo chamado Chico Discos. Era fim de tarde e chovia fino. Estava vazio, só o dono, que parecia o pai do Gero Camilo. Entrei, um silêncio. Muito bom isso dos sebos. Só de estar num lugar cheio de livros o som da rua já entra no mute. E era muito lindo, lá. Seu Chico foi tão gentil, tá lá no vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=v9mgvQ6M-lg&feature=channel

E lá achei dois livros, um de 1926 e outro de 1910. Um é a correspondência entre Camilo Castelo Branco e Afonso Castilho, pai do Júlio. Feitos em Coimbra, a tiragem era de 200 exemplares, menos que a do zine que fizemos, pensei. O outro chama-se Barbear e Pentear, ri sem nem abrir o bendito. Duas pérolas. Fiquei de facto estupefacta, como escreveriam estes autores. Trouxe esses dois pedacinhos de Portugal pra casa.

– De onde vieram esses livros, seu Chico?

– Ah… Tem um senhor que de vez em quando aparece aqui. Ele trouxe foi uma pilha desses aí… Depois ele vem de novo.

Ai ai. Depois eu venho de novo também.

tava tão bonita a cena que demorei um pouco pra pedir água.

tava tão bonita a cena que demorei um pouco pra pedir água.