Archive for maio \22\UTC 2008

maio 22, 2008

Os textos que se seguem eu achei pesquisando por aí. Misturei no meio uns complementos particulares.

O aterro sanitário do Jangurussu entrou em operação no ano de 1978 (ano em que nasci) e esteve oficialmente em atividade até 1986, período aproximado do inicio de seu funcionamento como Lixão (existem diferenças entre aterro, lixão, etc.) que durou até o ano de 1998. O Bairro do Jangurussu, onde foi construído o aterro, fica localizado a beira da estrada do Itaperi, às margens do rio Cocó, no lado leste (bem pro sul) da cidade e pertencente à zona urbana regional mais populosa de Fortaleza. Esta região da cidade abrigou em décadas anteriores os imigrantes do interior do Estado fugidos da seca e inúmeros trabalhadores, em sua maioria desempregados.
O aterro chegou a atingir uma quota de lixo de quarenta metros de altura (é muuuuuuuita coisa), gerando um problema na questão socioambiental. O aterro empregava cerca de 1500 catadores entre adultos e crianças que viviam em condições sub-humanas.

Para marcar os 10 anos de criação da Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca) houve a montagem do balé ‘‘Jangurussu’’, apresentado no Theatro José de Alencar e lotado em todas as noites..
O espetáculo ‘‘Jangurussu’’ ganhou o prêmio Funarte de 1996, sendo considerado o mais conhecido da Edisca. A riqueza do espetáculo encanta tanto pela plasticidade quanto pela expressividade das crianças.
Utilizando a dança como fio condutor, a coreógrafa e diretora da Edisca, Dora Andrade, conseguiu transformar a realidade dura dos catadores de lixo em obra de arte.

Foi a Veruzza quem me levou pra ver o espetáculo e foi a primeira vez que me arrupiei todinha vendo gente dançando. Um dos bailarinos foi entrevistado para o Fimzine, meu primeiro fanzine. Os figurinos foram feitos por outro ninja, o Marcelo Santiago, que tinha na época o ateliê Peixe Frito (ali depois no Noise 3d) e que até funcionou um tempo como espaço de shows bacanas (da Devótchkas, inclusive)

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Oi Cupim!

maio 21, 2008

oi cupim!

CUPIM sim. eu você, ele, ela, nós vós eles, eles, todo mundo. A frase é: O ser humano é o cupim do mundo. Não lembro quem disse. Aí esse link aí de baixo é do filme A História das Coisas, mandado pelo Alexandre Ruoso. São 20 minutos muito válidos, talvez um tanto didático demais, porém muito bom pra todos, ainda mais interessados em educação como eu.

http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en

Eu penso nessas cousas cousadíssimas todo santo dia. Imagino que para cada nova loja de arigos irresistíveis que abre na cidade umas trinta que fazem reformas e reparos fecham. E na conversa de ontem no Literatura de Lua (www.fotolog.com/literaturadelua)  com a Maria Luiza sobre o capitalismo estar entrando em colapso não pela luta de classes (como ela própria defendia por 20 anos), mas porque é um sistema fadado ao colapso, como uma cobra que morde o próprio rabo e morre engasgada e esgalamida.

 

E se eu já soubesse pôr imagem aqui, colocaria a foto que tirei no caminho pro conjunto Palmeiras. Troncha demaaaaais. então ponho amanhã aqui: www.fotolog.com/cidadesolar

 

iníciodoprincípiodob-a-bá

maio 21, 2008

“Troncho” é a mesma coisa de esquisito, bizarro, ambíguo, sinistro, estranho. Essas coisas podem fazer rir, aparecer um ponto de interrogação sobre as cabeças, alguém soltar um “béissaímãnhr?!”, franzir o cenho (palavra troncha) ou ter gastura.

Mas sabemos também que existe gastura boa.

E tem aquela situação, acontece algo novo e te perguntam:

– e aí, como foi?

– estranho…

È, uma cousa estranha pode ser boa.

A língua portuguesa é troncha. E eu adoro. “Coisar” é um verbo Macgiver, mil e uma utilidades, conjugável em todas as pessoas e tempos e substitui qualquer um que não venha à sua cabeça no momento exato. Muito comum ouvi-lo aqui pela Cidade Solar. “Cousa” é a forma antiga de se escrever “coisa”. Em alguma aula de filologia do português eu ouvi até o nome do tal fenômeno, que também se aplica a, por exemplo: cabelos “louros” ou “loiros”, bolso cheio de “ouro” ou “oiros”. Com as bênçãos de Machado, Eça e Camões e Compés… começamos esta aventura insólita que é ter um blog.

ps: a foto que aparece lá em cima é do O Submarino Ceará S 14, ex-USS Amberjack – SS 522, o quarto navio e o primeiro submarino da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado do Ceará. Aportou por aqui nos anos 70. não é montagem. Nada mais troncho que um bicho desses no meio das jangadinhas do mucuripe. Tubarão de ferro fabricado por gente.

ps2: kariiiiiiiine, merci pelo novo presente!