Arquivo da categoria ‘tronchices muito possíveis’

Rio 3D

Outubro 12, 2009

O Rio de Janeiro cabe numa caixa. Mas é uma caixa de brinquedo grande, cheio de fotos de um lado e de outro, nas laterais também. Uma criança pequena precisará de ajuda pra carregar. Ao abrir é preciso usar as duas mãos, e todas as pecinhas menores caem desmontadas no seu colo. Umas peças maiores ficam no fundo da caixa, como as pedras do Arpoador, coladinhas uma na outra, a mansão do Parque Laje, a águia do Theatro Municipal, o Sambódromo.

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Os arcos da Lapa vem em módulos pra encaixar, o trilho que se forma sobre eles merece cuidado. Certo, é bem possível que uma criança mais ninja decida que o bondinho podia ficar no hipódromo, por exemplo.

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O Cristo Redentor (que aparece bem grande na foto da embalagem) não é uma peça grande, é das pequeninas, cuidado pra não perder, daí é toda a brincadeira que pode perder um pouco o sentido. Mas sua base original, onde ele deve ser encaixado, é das grandes, não tem como não ver. E se caso você perder o Cristo, fica um buraco lá no alto.

Faz-se bem-vinda a ajuda de um adulto pra montar a parte das fiações. Sim, esse é um brinquedo que acende. E, se montado direitinho, é bem capaz que algumas crianças prefiram brincar à noite, com as luzes da sala apagadas. Só assim vai dar pra ver como a luz dá sentido a essa mini-cidade, assim como também vai ficar mais fácil entender porque o nome escrito lá na caixa é Rio 3D. Quando os fios são ligados direitinhos o bondinho do Pão de Açúcar aparece pendurado em supostos passeios noturnos, a Lagoa reflete as luzinhas de seu entorno, o Cristo Redentor fica iluminado dum jeito que pode ser visto por quase qualquer habitante-bonequinho da cidade, mesmo que o adulto-ajudante resolva, no meio da montagem, soltar uma baforada de cigarro sobre o brinquedo, nublando o céu. Como as crianças são bem menores e, ao contrário dos adultos, adoram sentar no chão e ver os brinquedos nessa perspectiva horizontal, elas vão sacar esse efeito na hora. É provável que algumas confundam os morros acesos em infinitas luzinhas mínimas – Rocinha, Alemão, Cantagalo, Maré – com um estranho arbusto de Natal, achando que essas partes da cidade passam a vida esperando Papai Noel ou algo assim. Aí você explica o que é o algo assim, ao invés do Papai Noel.

lagoa

Tem também peças feitas para voar e navegar.

Das coisas que voam – ou se suspendem, planam no ar – tem os helicópteros. Eles ficam na beira da Lagoa, prontos para um passeio por sobre toda a cidade, depois de montada. Mas tem pecinhas bem menores também, como os ultraleves e parapentes.
Essas saem das peças grandes como a Pedra da Gávea e passam pertinho de outra enorme que é o Morro Dois Irmãos.

Cuidado pras crianças menores de 4 anos não engolirem os ciclistas da Floresta da Tijuca.

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As mais bélicas vão adorar os comandos em ação cariocas, até tanques eles tem! As crianças menorzinhas podem até achar que aquelas bazucas e metralhadoras ficam melhores como varas de pesca cujas linhas se afundam na Lagoa Rodrigo de Freitas (sim, tem uns peixinhos minúsculos pra pôr ali). O fundo da Lagoa é uma das peças grandes. Depois de ser preenchida com água, a gente põe em sua superfície uns pedalinhos em forma de cisne. Ao redor da Lagoa é onde a gente põe, depois de rasgar o mesmo saco plástico, as bicicletas de formatos variados.

Todas as portas dos prédios importantes e antigos são parecidas com os chocolates-surpresa: retângulos marrons com desenhos em alto e baixo relevo. Cuidado para as crianças não morderem, adicionando ao desenho entalhado a marca dos dentinhos.

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Outras peças de encaixe mais complicado são as dos túneis e viadutos, assim como os elevados. Os túneis são especialmente difíceis de montar, já que é preciso encaixar por debaixo das peças grandes e não é só isso: eles acendem por dentro. Cuidado pra não esquecer nenhum carrinho dentro deles.

Ah, o Maracanã, peça imensa, também acende! Não vem com bola, nem poderia. E ali perto dele tem uma calçada que – se for devidamente montada – forma uma partitura e pode até tocar música se você pôr a pilha embaixo dela e fazer um bonequinho atravessá-la no passo certo. Um sambinha, olha só.

Tem uns bonequinhos, também: o Drummond sentadinho num banco, o Noel sendo servido por um garçom numa mesinha de bar e um estudante de desenho com uma prancheta no colo. O desenho que ele tá fazendo você decide o que é dependendo de onde você quer colocá-lo, mas não vai dar pra ver, ele é uma das pecinhas menores de todas. Só com uma lupa você vai notar que ele usa all-star.

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laerte, ailouviu

Setembro 27, 2009

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Tesla rules – parte 6 e FIM!

Julho 10, 2009
porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

porque hoje seria aniversário do rapaz e até o google - tão troncho quanto ele - o homenageia

Entãão…. pra terminar a história-odisséia-epopéia Téslica, agradeço ao Farad por me revelar cousas tão cousadas e tronchas, a todas que leram tudinho e aos que não leram, aqui vai Nikola Tesla- em 5- segundos do Farad:

 

Há mais de 20 livros em inglês sobre Tesla.

Em menos de 2 décadas de herói do mundo ele passou a louco.

Tinha certeza sobre a vida alienígena e dizia ser urgente construir meios de se comunicar com eles.

Tinha aversão a desenhar e protótipos, não os fazia nunca, acreditava que eram coisas que distraíam.

Tesla era uma celebridade e muito bonito, causava furor quando aparecia em público, certa vez uma mulher quis beijá-lo a força o que o fez fugir correndo dela.

Quando morreu seu nome era o que possuía o maior número de patentes registradas no EUA.

Ele perdia o interesse assim que concluía um projeto e partia ao seguinte, inúmeras patentes foram registradas por seus assistentes, que sabidamente só executavam suas ordens.

Tesla era tão desinteressado por riquezas que chegou a rasgar o contrato que garantia sua parte nos lucros de Niagara Falls.

Ele preferia que suas assistentes pessoais fossem mulheres e escolhia como elas deviam se vestir.

Ele tinha horror a pérolas e insetos.

Antes tentou vender um projeto de navios controlados por controle remoto ao EUA, mas foi recusado (por causa de Edison). 

Dizem que foi inspiração para uma edição do Superman que não chegou a ser publicada. Superman contra o Raio da Morte. (Superman morria.)

 

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

a gente devia ir lá bater uma foto com ele. se bem que a estátua deve dar choque.

O.o

Tesla rules – parte 5 de 6

Julho 10, 2009
laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

laboratório do Nikola, demolido em 1917, depois de muito muito papouco.

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

 

              Se tudo isso não fosse controverso o bastante, tem a história dO Raio da Morte, uma arma supostamente criada por Tesla. Obstinado em seu sonho, completamente falido, com adversários poderosos e sob vigilância do governo, ele tenta uma aproximação com os militares, até chega a vender uma sofisticada turbina, mas para os alemães, que com a guerra não lhe gerou lucro algum. Sob o pretexto de garantir a paz definitivamente (1) Tesla teria criado o tal raio da morte. A idéia era criar um raio concentrado usando o princípio do crescente ressonante, que serviria basicamente para  destruir objetos como bombas em pleno ar.

              No dia 30 de julho de 1908 o aparato teria sido montado em seu laboratório apontado para o norte, pois uma expedição rumo ao Pólo Norte poderia dizer a Tesla se o raio alcançaria tal distância. Mas a expedição de Robert Peary nada viu. Naquela noite Tesla teria ligado o raio que pareceu muito modesto, até que uma coruja desavisada foi desintegrada pelo mesmo (2), o que encerrou o teste naquela noite. Nos dias seguintes chegou ao conhecimento público que uma grande explosão teria varrido do mapa a Floresta de Tunguska, o que bastou para Tesla ter certeza do poder assombroso da arma que teria criado e bastou para agradecer a Deus, pois ninguém teria morrido na explosão.

            Tunguska é até hoje a maior explosão conhecida pelo homem na era moderna. Não se sabe ao certo, mas se especula que foi de 15 megatons, o que é mil vezes a bomba de Hiroshima e há quem diga que chegou a 30 megatons. O evento de Tunguska até hoje é sem explicação clara, pois para a ciência uma explosão dessa magnitude só pode existir dum impacto de um meteorito ou dum cometa, e dos grandes, mas nunca houve uma cratera de impacto. (3) Daí as mentes mais brilhantes bolaram as explicações mais mirabolantes para não admitir que um dia existiu, ou existe, sei lá, uma coisa tão inacreditável quanto uma arma portátil como essa. Com a ameaça de uma segunda Guerra Tesla teria se oferecido para remontar tal arma, ao que ele foi respondido com uma carta de apreciação da secretária do presidente Wilson.

          Muito tempo depois teria feito a ultima tentativa de ajudar o EUA . Em 1917 ele teria se oferecido para montar um raio explorador, que era sem tirar nem por igual ao radar que temos hoje. Mais uma vez Thomas Edison barrou o projeto (4). Em 7 de janeiro de 1943, Nikola Tesla morreu em Nova York aos 87 anos, num apartamento cheio de pombos que ele cuidava e considerava seus últimos amigos (5). Ou seja, ele viveu foi tempo esquecido e sem dinheiro. Foi cremado e suas cinzas encontram-se em uma esfera de ouro, sua forma favorita, no Museu Tesla em Belgrado.

  1. Algo como “quebra-tudo-mais-que-tudo”. E, de fato, com todo mundo morto, haveria paz eterna. E coletiva.
  2. ngjnrgjkanerjgnarejgnae (rsrsrs)
  3. ??!!
  4. Thomas Recalque Edison
  5. Decerto não seriam as corujas.

cousas da universitária

Junho 28, 2009

Acabei de ouvir no programa Brasileirinho que existe um bar no Benfica chamado Buraco do Reitor.

ekgnmklaerngklaernklgnaerkgnakerngkae

http://www.radiouniversitariafm.com.br/

Tesla rules – parte 4 de 6

Junho 27, 2009

Pra saber das outras partes, volta lá embaixo. Esse texto é do meu amigo Farad, já expliquei. Ele escreveu a pedidos, pra que eu partilhe com vocês uma das mais legais histórias de bar que já ouvi. E foi real! Meus comentários estão numerados.

“Em 1891 Tesla inventou uma bobina que recebeu seu nome e é seu invento mais popular. Ela pode ser feita em casa de tão simples e é a base que torna possível o rádio, televisão, automóveis, etc. (1) Também era por meio dela que ele queria implementar a energia sem fios de graça. Nas exibições de seu invento Tesla era mais visto como um ilusionista do que como um cientista. Raios azulados cruzando o ar, lâmpadas acendendo em sua mão à distância… O público via a tudo como a um grande show sem entender nada. Mas realizar seu sonho não seria nada fácil, Edison trabalhava ativamente tentando incutir medo nas pessoas sobre a corrente alternada, fazendo eletrocuções públicas de animais. (2)

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

e o nome dele com K é mais legal ainda: Nikola Tesla!

 Os conceitos de Tesla funcionavam e funcionam até hoje, mas para a eletricidade chegar ao mundo todo ele precisava trabalhar numa escala maior. O que começou a ser problemático e perigoso. Certa vez policiais invadiram seu laboratório em Manhattan ordenando que desligasse as máquinas, pois o chão tremia a 3 quarteirões dali. (3) O Advogado que o defendeu sugeriu um lugar em Colorado, para onde ele mudou o laboratório. Agora havia grandes placas “Mantenha distância – Grande Perigo”. A população vizinha observava a distância com grande ansiedade e aflição. Tesla, ajudado por um amigo engenheiro, construiu uma torre de 27 metros que serviria aos testes e os efeitos eram muitos e assustadores: lâmpadas que acendia sozinhas nas casas a quilômetros dali, faíscas saindo do chão e tocando o pé das pessoas enquanto caminhavam, névoa verde… e ele só estava sintonizando o aparelho, não o tinha ligado na força principal. (4)

Em 1899 ele ligou tudo no máximo pela primeira e última vez, produzindo o que depois foi chamado de Crescente Ressonante (5), um evento global que produziu a maior descarga elétrica da história da Terra. Depois de viajar o globo e voltar, a energia formou um pilar de raios (6) que iluminou o céu naquele dia, trovões como nunca ouvidos antes foram escutados por 33 km partindo da origem. Tesla havia colocado eletricidade demais no experimento, achando que o efeito ressonante seria limitado, mas na verdade ele havia esbarrado com uma fonte de energia ilimitada e corrente de retorno foi tão grande que o gerador pegou fogo (7).

 Tesla ficou animado com o acontecimento quase apocalíptico, mas seus apoiadores, não. Ele parou de receber eletricidade de graça, entre outras coisas. Desesperado por apoio, Tesla foi a Nova York, mas a idéia de energia de graça obviamente não era comercial. Tesla propôs que usassem o sistema dele como comunicação global, que dessem a energia e cobrassem sobre a comunicação, seria a ancestral da internet, um telegrafo mundial sem fio (8). Com muita relutância, JP Morgan (ele havia sido o principal financiador do Edison), que era o homem mais rico do mundo, comprou a idéia, mas quando ficou claro que o que Tesla queria era dar energia de graça ao mundo, Morgan se retirou imediatamente.”

 

  1. Podemos fazer em casa máquinas de teletransporte com elas?
  2. Edison deve arder no fogo do inferno até agora.
  3. Imagina se o Tesla tivesse uma banda punk?
  4. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  5. Eu desejo uma Crescente Ressonante no coração de cada um de vocês que lêem isso. E que sobrevivam.
  6. Um pilar de raios. Um pilar de raios. Certo. Ok
  7. Só o gerador?
  8. Os vanguardistas sempre sofrem um pouco

combustão humana espontânea

Junho 8, 2009

“Corpos que pegam fogo, sem que nenhuma ação externa provoque essa combustão e curiosamente, somente o corpo da pessoa queima, ficando as vestes intactas. Joana de  Angelis, pelo Divaldo P Franco, afirma ser esses espíritos, ex-inquisidores, incendiários das pessoas que não professavam a religião oficial ou tinham qualquer dom diferente do normal, o normal na época era o conceito arcaico da cultura e dos costumes parciais, preconceituados nos interesses dos dirigentes civis e religiosos os mandatários inaltorizados de Deus.

 A psicologia explica as neuroses dos seres que sentem prazer de alguma forma em ferir ou provocar dor no outro, extasiando os limites da morbidez sexual, como forma de satisfação das aberrações provocadas por desvios de conduta. Porque pegar fogo, auto incendiar-se, mesmo contra vontade? (1)

Tudo tem um porque (2), temos que conscientizar-nos de que nada acontece por acaso (3), as disposições contrarias surgem por falta de conhecimentos. Os fatos analisados pela ciência não tem explicação convincente, mas diante da Ciência Espírita, podemos justificar os acontecimentos, pela lei da reencarnação, inserindo as intenções da experiência, na infalível Lei de Causa e Efeito, encontrada na literatura religiosa de que, cada um é o resultado do que semeou, cada qual colhe o que plantou (4).

 Se o individuo botou fogo em um ser humano (5), a lei espiritual sincroniza sua freqüência vibratória, demarcando sua sintonia com os acontecimentos relativos a essa ação e que na primeira oportunidade de sofrer na pele o que afetou o próximo, estará incluso como personagem, na ação das tragédias e acidentes que tanto afetam a sensibilidade e o julgamento das pessoas.”  

(texto tirado sei-lá-de-onde-da-internet)

(1)     porque, Jizuzzzz??!

(2)     Porque Jizuzzzz??!! – 2.

(3)     Muito menos um fogaréu transbordante nas tubulações internas.

(4)     Isso não vale só no campo religioso.

(5)     Existem mil maneiras de fazer isso. Eu só agradeço a que foi usada com minha pessoa.

em homenagem a Mrs. Dalloway, um close na parte invisíveldos internismos. horas antes da festa começar.

em homenagem a Mrs. Dalloway, um close na parte invisíveldos internismos. horas antes da festa começar.

Tesla rules – parte 3

Junho 7, 2009

obs: A coisa mais chata de blogs é que quem entra lê as coisas de trás pra frente. As outras 2 partes da história que o Farad está contando sobre nosso já idolatrado Tesla tá lá atrás. Ponho aqui mais uma parte (faltam mais umas 3) com meus comentários numerados no fim. (devia ter feito isso desde o começo).

 

 

“Dizem que o encontro aconteceu assim. Provavelmente ansioso por mostrar seu valor, Tesla disse ser capaz de melhorar a eficiência dos dínamos de Edison em 25% em 60 dias, Edison teria rido e disse que se ele fizesse isso lhe pagaria 50mil dólares, o que em dólares de hoje seriam uma soma espetacular(1). Tesla trabalhou virtualmente sem paradas, cumprindo o prometido, mas Edison fazendo pouco caso disse que estava brincando, quando perguntado pelo dinheiro. Furioso Tesla demitiu-se na mesma hora.(2)

 Porém em seguida Tesla foi abordado por investidores querendo produzir um tipo de lâmpada que ele teria, nasce a companhia Eletrica Tesla (3), a primeira de muitas que teriam seu nome, porém essa empresa não gerou retorno, pelo contrário, ele perdeu a patente da Lâmpada de arco e não teve apoio para o seu projeto de corrente alternada.

 Depois disso Tesla se viu obrigado a fazer trabalhos que pagavam um dólar por dia para sobreviver. Ele planejou se matar a meia noite tal como ele havia nascido, no seu trigésimo aniversário (olha o número 3, ele queria um número redondo) e antes que isso acontecesse o Dono da Western Onion, não se sabe por que (4), resolveu dar uma nova chance ao gênio, deu lhe um laboratório e a chance de pesquisar o que quisesse. Tesla pode finalmente montar seu alternador depois de tantos anos engavetado na sua mente, e este funcionava exatamente como devia. Em pouco tempo Tesla se tornou a sensação mundial.

 O próximo passo foi derrotar o rival Thomas Edison e George Westinghouse (5) foi quem fez isso possível. O trio então formado ganhou a concorrência para a hidrelétrica de Niágara Falls(6), a primeira no mundo. Edison estava concorrendo, mas sua proposta com corrente contínua custava o dobro. A eletricidade produzida em Niagara chegava até 3km de distância da origem, algo inimaginável  como corrente contínua. Logo o mundo inteiro teria acesso a eletricidade, e não só os muito ricos, era uma revolução. Mas para Tesla , não estava nem perto. Ele sabia que mesmo com a corrente alternada a eletricidade seria restrita as linhas de transmissão e essas possuíam e possuem limitações técnicas muito grandes. Ele queria mais, ele queria eletricidade para todos, de graça e sem fios (7).”

Meus comentários:

(1)adorei o “soma espetacular”. por mim podia ser até
os 2 reais do post anterior, era só chegar na hora certa.
(2)devia ter soltado uns raios no bigode desse Thomas ae.
(3)tenha medo.
(4) medo de levar uns raios.
(5) marca da geladeira do meu avô, que é de 1940 e funciona
até hoje lá no Icaraí. mérito do meu avô, claro.
(6) já estive em Niagara Falls num passeio de barco até perto
de onde as águas caem. parecia um grande toró como os que temos
tido aqui, com o agravante de a água vir de todos os lados e a
gente ter que gritar pra ser ouvido por alguém a centímetros de você.
não, não foi uma experiência legal. morri de medo.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

tá vendo aquele barquinho ali? vou de novo nem a pau.

(7) era um Cid Gomes!

CAVALICES & CAVALHEIRISMOS no Benfica

Maio 27, 2009

Fui ao banheiro, não tinha papel. Da segunda vez pedi ao garçom que passava e fiquei esperando na porta. Como ele nunca veio, fui até o balcão, onde ele proseava com uma senhora de touca de cozinheira na cabeça. Nem aí.

- Oi. O papel.

- Ah!

Ele foi pegar e me estendeu o rolo de papel higiênico e soltou a pérola da noite, algo que eu nunca na vida sonhava ouvir, uma frase que fez estalar alguma coisa no meu cérebro (e na mesa a gente falava sobre instintos animais, teria sido isso, hein?), uma frase tão incrivelmente construída que é difícil crer que saiu assim, plincs, do nada, de graça. É, porque ele podia ter dito isso pra qualquer menina que fosse lá pedir o papel higiênico. Ele meio que falou rindo. Divertido consigo mesmo, satisfeito. Bem à vontade. Ele podia falar pra qualquer menina, mas não pra mim. Nunquinha.

 - Tá aqui. Ó, aproveita que ele é rosa e perfumado pra esfregar direitim.

 Pronto. Lascou-se.

Catei o papel e fui demais pro banheiro. Esse cara não tinha idéia. Eu não tinha idéia. Eu tinha idéia sim. Fazer xixi decentemente. Sem pressa, sem atropelo. E, durante, a outra idéia veio vindo. Na voz baixinha da Fernanda-Punk. Sorri muito. OK, let´s go:

Execução número 1 – pagar a conta.

Execução número 2 – procurar o dono do bar – e o garçom.

Execução número 3 – barraco propriamente dito: falar alto pra tooodo mundo ouvir.

Execução número 4 – ir embora.

Agora era só pôr em Prática. (Mal sabia eu que a parte 4 ia ser a mais difícil).

Voltei pra mesa e comuniquei:

- Meu povo, aconteceu uma coisa e eu quero realmente pagar a conta AGORA e ir embora.

- ??!!

- Pois é, explico já. Pode ser?

E bem ligeiro juntamos os dinheiros e o povo o-que-foi o-que-foi e pedi pra esperarem que eu já voltava e cheguei no balcão onde estava o bendito garçom. Dei o dinheiro e perguntei:

- Quem é o Feitosa?

- Num tem mais Feitosa, é outro dono.

- E quem é o dono, quem é responsável pelo bar?

Me apontaram a senhora de touca de cozinheira na cabeça.

- Ok, é o seguinte. Como é seu nome, moço?

E o garçom:

- Lu.

- Lu. Tá. Se a senhora é a responsável por esse bar, tenha mais cuidado com os garçons que escolhe pra trabalhar nele. Eu sou uma cliente daqui e depois que pedi um papel higiênico pra ir ao banheiro ouvi desse rapaz aqui a frase: “Ó, APROVEITA QUE ELE É ROSA E PERFUMADO PRA ESFREGAR DIREITIM”

 Aí falei mais muuuuuuuuuuitas outras coisas e lembrava que não podia de jeito nenhum falar palavrão nessa hora, mas falava bem alto e pensava que tinha que falar não só alto, mas muito bem explicado e o cara:

- Desculpe aí, meu amor.

Aí lascou-se mais mais ainda:

- “AMOR” COISA NENHUMA, APRENDE A FALAR DIREITO, LU!! DIABEÍSSSO?

- Desculpe… senhora!

- Sinto muito, acho ÓTIMO você pedir desculpas, MUIITO MEEEEESMO, mas não vai dar pra lhe desculpar hoje porque estou MUITA PUUUUTA, desculpe aí o palavrão, mas olha só o que tu me falou, tu me deu um papel higiênico pra eu ESFREGAR DIREITIM?!!!??? Que RAIO DE JEITO DE FALAR É ESSE, LU??!!! Você quer QUE EU PENSE O QUÊ DE VOCÊ? Isso é o tipo de coisa que NUNCA PODE ACONTECER, ENTENDEU? TÁ FICANDO DOIDOOOOO???

- Certo, certo, entendi! Entendi!

- Tá. Era isso.

E caminhei pro carro e o povo tava notando e antes de entrar o garçom veio atrás de mim e parou no meio do bar e eu gritei (ai, é muito péssimo isso):

- LU!

- Opa!

- PENSE MUITO, MAS MUITO MESMO NO QUE EU TE FALEI. E QUE ISSO NÃO SE REPITA COM NINGUÉM QUE ESTÁ BEBENDO AQUI NESSE BAR. APRENDA A TER NOÇÃO E A FALAR COM AS PESSOAS DIREITO. OUVIU?

- Senhora! Por favor, venha até aqui.

- VOU ATÉ AÍ UMA PINÓIA, FALE LOGO BEM ALTO PRA TODO MUNDO OUVIR E SABER O QUE TÁ ACONTECENDO, OURA BOLAS.

Aí o Farad apontou o carro e abri e ele entrou do outro lado e lá vem a senhorinha de touca. Baixo o vidro e ela, ao lado do garçom:

- Moça, moça, calma, fique calma, deixe EU falar com você, assim numa conversa de mulher pra mulher…

Aí eu comecei a rir loucamente.

- O QUE?!!! QUE NEGÓCIO É ESSE DE MULHER PRA MULHER, MINHA SENHORA? SOMOS DUAS PESSOAS CONVERSANDO! E ELE TEM QUE APRENDER A FALAR!!

- Certo, certo, minha filha, desculpe aí o que aconteceu, mas é que…. Tá faltando 2 reais da conta.

Aí que não prestou mesmo.

- HÃ??????!!!!!!!!!! – eu ria ainda mais e não conseguia verbalizar o absurdo da situação. Ela tinha era que me indenizaaaaaaaar! O garçom era que tinha que me pagar o que quer que fosse! Pena que num deu pra eu dizer isso, eu ria muito. Aí agradeço aqui à presença de espírito (número 1) do Farad ao sacar 2 reais e estender pra mulher e dizer:

- Pronto, pronto, tudo certo, Fernanda, vamos embora…

E dei a partida e meti uma ré………………e……………….. PLÃN!

Derrubei uma moto que tava estacionada atrás do carro.

 (soltei um palavrão que num sei qual foi. mais umas gargalhadas. e um suspiro.)

- OK, Farad, perainda.

Desci do carro muito puta, querendo rir e rindo e perguntei bem alto:

- DE QUEM É ESSA BENDITA MOTOCA AQUI?

Aí lá vem um garoto de no máximo 18, 19 anos, muuuuito sobressaltado (com razão).

- Minha…

- Tá. Fi, tente levantar aí e dê a partida pra ver se tá funcionando.

Ele levantou a moto. O bar todo olhava. O garçom olhava. Eu olhava a moto. E lembrava que foi assim que minha mãe me ensinou: bateu?azar,assuma. E ele tentou dar a partida a primeira vez e nada. A segunda vez e nada. Aí agradeço aqui alguém que não sei o nome, um rapaz que não conheço e saiu lá da mesa dele e disse:

- Fernanda, algum problema aí? Quer ajuda?

Agradeço deveras a este simpático desconhecido e ao silêncio que reinava no bar, ninguém dava um pio. Nem o garçom. (Ou era eu que tava surda de ódio?). Aí vem a incrível presença de espírito (número 2) do Farad, meu amigo meio-cientista:

- Olha, talvez na queda alguma coisa da engrenagem de num sei que – nunca entendo direito quando ele explica das geringonças – … mas se pôr em movimento ela pega. Tenta aí.

Afe! E lá foi ele e o menino pro meio da rua e chega o Chacal, amigo do tal meninim e meu amigo dos tempos de vinholadas no CH da Uece:

- Porra, Fernanda, que bicho otário (o garçom), mas vamo ver aí se pega e tals.

Eu ria. Ainda. E…………..PLINCS a moto voltou a funcionaaaaar! Uhuuuuu festa, vibração do povo e fui lá falar com o meninim.

- Tudo certo? Veja aí. Tenha certeza.

E ele e o Farad me asseguraram que sim. E me desculpei de novo por ter derrubado a moto e ele, não, não, tudo bem, tudo certo, pode ficar tranqüila e disse:

- Ó, mas tem uma coisa. Disso aí que aconteceu. É foda, cara, o atendimento aqui é mó paia mesmo, mas vê aí o tanto de gente que tem sentada nesse bar…

Olhei. É tinha até gente. (Olhando pra gente)

- Sei lá, tu falou, reclamou, massa, mas o povo pensa, e aí, se a gente num agüentar, onde é que a gente vai beber?

- O QUE????????? TÁ DOOOIDO??!! Mansh, tu tá no BENFICA! Tu sabe quantos bares tem nesse bairro? Eu tô indo e num volto nem a pau e nunca mais, não acredito que as pessoas sejam burras o suficiente pra ficar aqui ou ainda vir aqui depois de tudo isso! Nãr! Adeus! Desculpe aí de novo o mau-jeito. Vamo nessa Farad.

E o Farad:

- Cuidado só com essa moto aí da frente.

 

Fim de história.

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Ps1:escrevo essa história doida aqui pra gente pensar na vida assim, meio junto-separado. Eu acredito demais na educação. Eu tenho um mote que é assim: “È PRECISO APRENDER A FALAR COM ESTRANHOS”. Seguro a Bia no colo (ela tem 8 meses incompletos) e digo à ela, bem baixinho: esse lugar onde você veio nascer é muuuito estranho. Convivência é o maior desafio, a maior arte.  O Benfica é minhas áreas dentro dessa Cidade Solar e não arredo o pé, não importa o que diacho aconteça. (E já aconteceu muita cousa troncha). Eu trabalho com educação, escolhi isso pra minha vida. Não separo vida e trabalho. Admiro muitíssimo o método ULTRAVIOLENCE, como no Kubrick. Mas num resolve muito. Tem que ser no verbo. As pessoas mudam. Bares passam. A gente fica.

 

 

Ps2: Existem 3 bares principais ali no Benfica. O Cantinho Acadêmico, o Feitosa e o Assis. O primeiro foi palco de muito arranca-rabo no que tange preconceito, mas o território é tão ótimo e precioso (av.13 de maio em frente à praça da Gentilândia) que dali ninguém arreda o pé meeesmo. Tenho uma história longa com o Cantinho Acadêmico, fica pra outra vez. Podemos dizer que EDUCAMOS (falo eu e todos, institucionalizados como o Grab e a Prefeitura ou não, pessoas que conseguem explicar pro Pereira que ele vacilava muito) a gerência do Cantinho Acadêmico. Os garçons mudaram, são todos gentlemen, aperto a mão de quase todos. Um dos donos é legal, o outro, o Pereira ainda precisa de vezemquando duns chega-pra-lá. O terceiro bar é o Assis, eu não conheço muito, mas a fama de péssimo atendimento é mais por ele ser naturalmente rabugento com todo mundo mesmo, acho. Virou folclore. Foi reformado agora e colocaram um piano de parede que não funciona. Adoro. Já fui com Flávia e Anna K e Beth e Jaína e foi muito legal. Foi no segundo, que se chamava Feitosa e descobrimos no cardápio seboso que mudou de nome, agora é Benfica´s Bar (arrgh). Então mudou de dono, também. E, espero, mude de dono ou vá à falência muito em breve.

 

Ps3: toda terça depois da Lua (www.fotolog.com/literaturadelua) a gente vai pro Cantinho Acadêmico. Porque diabos a gente resolveu mudar de bar, mesmo, hein, Estácio?

 

Ps4:

fernanda diz:

ergnaerngknerkgnçjkaernkjgnaerjngae

 

Estácio diz:

podia ter sido pior, né ?

 

fernanda diz:

ah podia

 

Estácio diz:

combustão espontânea

 

 ps5: conversa “de mulher-pra-mulher” pra mim é cantada. Da Marisa.

Tesla ruuules – parte 2

Maio 23, 2009

“Nicola era um garoto comum numa família tradicional vivendo no interior da Croácia, numa cidade chamada Smilja, pelo lado da mãe tradicionalmente havia muitos inventores (inventos simples coisa de agricultor) e eles não eram ricos. Tesla tinha um irmão, Dane, considerado genial pela família e em quem depositavam grandes esperanças, enquanto Nicola era o irmão menor, sonhador, traquina e que gostava de caçar sapos com um tipo de zarabatana que ele mesmo tinha inventado. Um Tio numa situação econômica melhor deu um cavalo para eles, um cavalo árabe (considerado pequeno para os padrões europeus) e passou a ser o cavalo de Dane. Nicola era proibido de andar no cavalo.  Até que certa vez, com ciúme, Nicola assustou o cavalo, provocando a queda de seu irmão e em seguida sua morte. Nicola nunca se refez do trauma.

 Nicola sempre foi um garoto muito observador, nenhum detalhe lhe escapava . Depois da tragédia com seu irmão Nicola passou a ter flashes ele via imagens de todo tipo de coisa em sua mente, o que lhe era extremamente desconfortável e com o tempo ele passou a controlá-los. Certa vez os flashes lhe salvaram a vida: ele ficou preso debaixo d’agua e um flash lhe mostrou a onde havia uma bolha de ar e assim ele pode escapar.

 Sua dedicação aos estudos passou a ser incansável, sentia que tinha perdido tempo na infância. Ele estudava desde as primeiras luzes do dia até muito depois do sol ter se posto. Nicola não tinha aptidão para o desenho, logo não esperavam que ele chegasse muito longe. Ao terminar o colegial teve uma crise nervosa, os médicos chegaram a dizer que ele não viveria mais muito tempo. Nesse estado ele não tinha mais nada a fazer, então após Ler Innocents Abroad ele teve uma milagrosa melhora. Anos depois nos EUA ele encontraria o autor a quem agradeceria pessoalmente por ter-lhe salvo a vida, Samuel Clemens ou Mark Twain passou a ser um dos poucos amigos de Nicola Tesla.

Tesla ingressou na universidade e as adversidades voltaram a sua vida. Claramente antipatizado pelos professores (que se sentiam inferiorizados por ele) e sempre que Tesla tocava no assunto energia alternada, todos riam dele. Esse era o grande impasse da época, a energia contínua não podia ser transmitida a grandes distâncias e a energia alternada não podia ser usada em nada. Sempre que Tesla tentava falar sobre um possível motor de corrente alternada, era recebido com piadas. Se Thomas Edison achava isso impossível, não seria um croata desconhecido que conseguiria.  Mas Tesla sabia ser possível, tinha o projeto perfeito em sua mente, mas nunca teve a chance de executá-lo.

 O Pai de Nicola veio a falecer e Tesla teve que deixar a Faculdade por falta de recursos, junto a isso ele teve outra crise e foi hospitalizado, mas dessa vez ele foi acometido uma “doença” misteriosa. Seus sentido já aguçados se tornaram hipersensíveis, os pés de sua cama tinham quer ser calçados com borrachas, pois uma pessoa passando no corredor lhe parecia um terremoto e um relógio produzia um som ensurdecedor. Depois disso Tesla jamais voltaria a ser como antes, ele passou a ter um comportamento compulsivo desde então.

um postal meu em homenagem ao Tesla. e ao Farad.

um postal meu em homenagem ao Tesla. e ao Farad.

Evitava ser tocado e apertar mãos por causa da hipersensibilidade, levou muito tempo até que ele voltasse a tomar sol, ele passou a ter uma obsessão pelo número 3, todas as suas rotinas eram números divisíveis por três. Por exemplo, amarrar um sapato era demorado por ele desfazer e fazer tudo de novo até chegar ao número desejado. O seu numero favorito era o 27. Fora da faculdade seu primeiro emprego foi na companhia de telégrafo, mas não havia desistido de seus objetivos. Alguns anos mais tarde conseguiu emprego na companhia Continental Edison e dois anos depois ele estaria viajando para Nova York para conhecer seu ídolo, mas o ídolo não era o que ele esperava. “

Texto do farad…. contua em breeveeeeee!