É uma cidade, não é uma pessoa. Vim para 8 dias de trabalho, porém, faça um cálculo: 8 dias é 24 x 8 = 192 horas. Dessas 192 horas, minha obrigação era trabalhar apenas 24h. Mas vale. Sim. Compensa. O mundo moderno é assim. O que eu fiz no resto do tempo? Basicamente 4 coisas que se desdobram em várias:
estive com livros e papéis e canetas
dormi
andei pela cidade
conversei com gentes.
O meu trabalho é uma coisa muito estranha. Me demanda tanto tanto de concentração e plano e improviso e jogo de cintura e clareza de pensamento. E ao mesmo tempo é cheio de pausas longas e impossíveis pra quem trabalha 8h pordia/todo santo dia. E eis que havia uma cidade do interior da Paraíba toda disponível pros meus passeios. O diacho era o descompasso entre meu corpo e o ar ao redor dele. Minha pele descascou, o clima seco da maioria dos dias alternado com o ar-condicionado dos lugares logo me trouxe uma baita gripe equina.
Pois bem, Sousa. Motos por todos os lados, cachorros, casas novas, plástico, moscas, comanda sobre a mesa dos estabelçecimentos, computadores ninjas, lojas de marca, igreja sem uma das torres, sotaque muito lindo, carros de som infernais, e muitos muitos dinossauros.
ps. isso foi em julho de 2009, quando fui dar curso no Agosto pra Arte, do CCBNB de lá. Foi ótimo. Aqui você vê a viagem ilustrada – e os dinossauros, afvhajebvjbejkvaev
http://picasaweb.google.com.br/fernandaameireles/ZinesNoCCBNBDeSousaParaiba#
outubro 17, 2010 às 6:44 am |
E sorte de trabalhar com aquilo que gosta.