voltei há mais de 2 meses e sim, ainda sonho que estou lá. andando. em movimento. na cidade em que todo canto – escada do metrô, corredor de galeria, escada de prédio – tem uma placa ou adesivo dizendo de um jeito claro e eufemista: Saia do Meio ou Não Empalhe a Vida Alheia. logo eu, tão lesa, tão lenta, tão slow food, tão taurina, caí de amores por essa cidade doida e ligeira demais.
e nos sonhos passo de novo pelas faixas largas da paulista, pelos corredores da casa da bia, pela augusta-babilônia 666, jackson passa no metrô que sai assim que chego, pela sombra das árvores do trianon, ainda ouço o barulho do secador da ilana, judeus e coreanos sob placas escritas em outra língua, o escuro iluminado pelas palavras do museu da lingua portuguesa, o povo anunciando as promoções da feira de uvas estranhas, perdida entre os postais de 1920 e os gramofones das feirinhas, enrolada no travesseiro cheiroso da teresa, a risada da orianan que se confunde com um recreio do cearense – outro canto onde sempre volto em sonho -, aquela banheira verde da casa das rosas, tentando entender a praça roosevelt com o amarílio, sentindo na pele um frio esquisito, quase hostil, mas sorrindo. é, sonho muito com são paulo.
flávia disse uma vez num dos zine kiribati que quem viaja muda com a paisagem. as imagens se sobrepõem por sob minhas pálpebras assim que as fecho. não é toda noite, mas ainda acontece. e já tenho os desdobramentos bons dessa viagem, na hora certa, recebida e guiada pelas pessoas certas.
a história da viagem não acabou aqui. e ainda volto lá.


Novembro 27, 2008 às 2:56 am |
ô povo aperriado, nã!
Novembro 28, 2008 às 3:30 am |
eu nunca fui a esta cidade,mas tenho vontade de ir toda moça passear na augusta. “a zero por hora”, como diz um caba acolá.
ó
eu add teu blog no meu. tem problema não,né?
beijos