Os textos que se seguem eu achei pesquisando por aí. Misturei no meio uns complementos particulares.
O aterro sanitário do Jangurussu entrou em operação no ano de 1978 (ano em que nasci) e esteve oficialmente em atividade até 1986, período aproximado do inicio de seu funcionamento como Lixão (existem diferenças entre aterro, lixão, etc.) que durou até o ano de 1998. O Bairro do Jangurussu, onde foi construído o aterro, fica localizado a beira da estrada do Itaperi, às margens do rio Cocó, no lado leste (bem pro sul) da cidade e pertencente à zona urbana regional mais populosa de Fortaleza. Esta região da cidade abrigou em décadas anteriores os imigrantes do interior do Estado fugidos da seca e inúmeros trabalhadores, em sua maioria desempregados.
O aterro chegou a atingir uma quota de lixo de quarenta metros de altura (é muuuuuuuita coisa), gerando um problema na questão socioambiental. O aterro empregava cerca de 1500 catadores entre adultos e crianças que viviam em condições sub-humanas.

Para marcar os 10 anos de criação da Escola de Dança e Integração Social para Criança e Adolescente (Edisca) houve a montagem do balé ‘‘Jangurussu’’, apresentado no Theatro José de Alencar e lotado em todas as noites..
O espetáculo ‘‘Jangurussu’’ ganhou o prêmio Funarte de 1996, sendo considerado o mais conhecido da Edisca. A riqueza do espetáculo encanta tanto pela plasticidade quanto pela expressividade das crianças.
Utilizando a dança como fio condutor, a coreógrafa e diretora da Edisca, Dora Andrade, conseguiu transformar a realidade dura dos catadores de lixo em obra de arte.
Foi a Veruzza quem me levou pra ver o espetáculo e foi a primeira vez que me arrupiei todinha vendo gente dançando. Um dos bailarinos foi entrevistado para o Fimzine, meu primeiro fanzine. Os figurinos foram feitos por outro ninja, o Marcelo Santiago, que tinha na época o ateliê Peixe Frito (ali depois no Noise 3d) e que até funcionou um tempo como espaço de shows bacanas (da Devótchkas, inclusive)
